LINHA DIRETA


Por Tribuna

06/01/2015 às 07h00

Embora oficialmente não tenha feito qualquer tipo de comentário a respeito, a possibilidade de mudanças no primeiro escalão da Prefeitura, especialmente para ampliar a interlocução com os governos federal e estadual, é um dado importante nessa etapa da administração, que cumpriu os seus dois primeiros anos. Há projetos em andamento e outros pendentes que não dependem apenas do prefeito. Sem mais contatos em Brasília e Belo Horizonte é impossível obter espaços na agenda oficial, carregada com tantos pedidos oriundos de todas as partes.

O município tem em andamento o ousado projeto de despoluição do Rio Paraibuna, que não pode sofrer solução de continuidade, ocorrendo o mesmo com o Hospital Regional, obra iniciada há cerca de quatro anos ainda sem data para ser inaugurada, pois não basta a obra, carecendo também de investimentos para ser equipada e para garantir o seu custeio. Não é pouca coisa. O governador Fernando Pimentel reafirmou que vai cumprir essa promessa de campanha, mas tudo vai depender do que encontrar nas contas do Governo. Ele encomendou um profundo trabalho que pode dizer quais os projetos que terão que esperar.

Juiz de Fora já obteve recursos e até fez a licitação para conclusão do Teatro Paschoal Carlos Magno, mas ainda não teve notícias de como ficará o Ginásio Poliesportivo, hoje um esqueleto ao lado do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Pode não ser prioridade ante tantas demandas, mas ficar como está é o mesmo que jogar dinheiro fora em razão do que já custou aos cofres públicos.

Com uma equipe de fácil acesso aos gabinetes de Dilma Rousseff e de Fernando Pimentel, além de uma expressiva bancada na Câmara e na Assembleia, é possível avançar, desde que todos também falem a mesma linguagem em defesa da cidade e da Zona da Mata.