ATAQUE E DEFESA
A campanha eleitoral, ante as pesquisas que tiram o sono de uns e causa perplexidade em outros, tornou-se um verdadeiro salve-se quem puder, com os candidatos passando mais tempo desconstruindo o adversário do que apresentando suas propostas. Os especialistas diriam que faz parte do jogo, mas é necessário considerar que, num cenário como esse, quem mais perde é o eleitor, pois vai para as urnas sem conhecer, de fato, as ideias do candidato. Os programas de governo tornaram-se peças de ficção, e o que é dito hoje pode já não valer amanhã.
Eleições presidenciais têm essa característica, ainda mais a deste ano, em que o velho enfrentamento entre tucanos e petistas saiu de cena. O efeito Marina mudou as relações, e, de olho nos números, o que se faz, agora, é o velho dois contra um, pois este um não estava no jogo até a tragédia do avião que matou Eduardo Campos. O PSB, a despeito da importância de seu candidato, estava mais para levar a eleição para o segundo turno do que para disputar as primeiras cadeiras.
Como o acaso (ou imponderável) não pode ser desconsiderado em momento algum, tal a facticidade que afeta o cotidiano, tudo mudou, e agora o que era coadjuvante virou protagonista. Até onde isso vai dar ainda é cedo para avaliar. Os tucanos ainda acreditam – mas cada vez menos – numa virada, enquanto o Governo se vê diante de um problema pelo simples fato de ser Governo: é o alvo de todos e não tem números positivos para mostrar, especialmente na economia.
Nesse ciclo de más notícias, suspeita-se de que também na área de educação a situação não seja boa. O matutino “O Globo”, em matéria de capa, disse que o “Planalto retém resultado de avaliação da educação”. Por que será?











