FORA DO AR


Por Tribuna

04/06/2013 às 07h00

Juiz de Fora tem um histórico de problemas com a telefonia móvel, como boa parte dos demais municípios, que se acentuam, porém, por dificuldades ímpares, a começar pela topografia. Encravada entre colinas, a região tem o que os técnicos chamam de zonas de sombra em demasia, que só seriam resolvidas com mais investimentos. No caso das operadoras, quando se fala nisso, quer dizer mais antenas, a fim de facilitar o rebatimento dos sinais.

E aí surge um impasse: há vários movimentos que questionam a propagação de antenas, não apenas por uma questão estética, mas também por possíveis riscos à saúde da população. Esse impasse, aliás, já rendeu diversas audiências públicas, sobretudo quando se discutia, ainda, a migração do analógico para o digital e a instalação de antenas no Expominas, esta última já resolvida.

A discussão permanece, mas há consequências que precisam ser avaliadas. Com a pretensão de ser uma das subsedes do mundial de clubes no ano que vem, Juiz de Fora ainda vive problemas que já deveriam ter sido resolvidos. Para a Copa do Mundo, fala-se em tecnologia 4G, mas a cidade, como a Tribuna mostrou na edição de domingo, ainda tem problemas com o sistema 3G, a um ano do fim do prazo para sua implantação. Trata-se de um paradoxo, pois, ao mesmo tempo em que as operadoras anunciam a instalação da última geração de transmissão de dados, o usuário ainda pena com a conexão abaixo do prometido.

A situação não muda de uma hora para outra, mas é necessário lembrar às instâncias de Brasília que uma das principais cidades de Minas, com mais de 500 mil habitantes, ainda vive situações inaceitáveis para um projeto de mudanças de tal porte. A simples reclamação aos órgãos do consumidor é importante para o usuário, mas quando se falam em cobranças diretas às operadoras, a instância política também tem que se manifestar.