BANDEIRA DOIS
Ser taxista não é uma atividade que apenas enfrenta o cotidiano congestionado das ruas, sobretudo do Centro e em tempos de chuva. O grande problema da categoria é a insegurança, como a Tribuna apontou na edição de quarta-feira sob o título taxistas de Juiz de Fora são alvo de ladrões e traficantes. Basta acompanhar o número de ocorrências para constatar que, principalmente na bandeira dois, a atividade tornou-se de risco, pois, em não havendo norma que identifique o passageiro, cada corrida passa a ser uma questão de sorte.
Já se discutiu a colocação de uma célula dentro dos carros, pela qual o motorista ficaria isolado do passageiro, mas tal sistema torna-se impraticável não só pela questão técnica, mas também pelo desconforto para quem tem jornada de até 12 horas dentro de um veículo. O método mais eficaz continua sendo o das ações sistemáticas da PM parando carros para verificação. As ocorrências abortadas foram resultado dessas paradas.
Alguns profissionais, por conta da insegurança, recusam passageiros para determinados bairros da cidade. A medida é grave, porque, de uma certa forma, penaliza a própria população de tais regiões, que não pode pagar pelos crimes de terceiros. Mas aí há o dilema da escolha: como adivinhar, quando há números apontando as regiões mais críticas?
A situação dos taxistas deve entrar na agenda também da Câmara, pois se trata de um assunto de interesse coletivo. Quando os números indicam que, desde janeiro, 21 condutores foram assaltados e 50 estiveram na mira de criminosos nos últimos nove meses, algo precisa ser feito além de se lamentar.











