NOVO CICLO


Por Tribuna

03/01/2015 às 07h00

Depois de três gestões tucanas – uma delas interrompida por Itamar Franco, quando impediu a reeleição de Eduardo Azeredo -, Minas, pela primeira vez em sua história, passa a ser governada pelo Partido dos Trabalhadores, representado pelo governador Fernando Pimentel. Ex-prefeito de Belo Horizonte, não é um neófito na administração pública, mas enfrentará desafios importantes, pois sua eleição teve o significado da mudança, algo não tão simples como o que se apresenta nos palanques de campanha. O segundo maior colégio eleitoral do país, ao fazer a troca, e por ter sido estratégico na reeleição de Dilma Rousseff, espera, de fato, uma nova era.

E é nesse contexto de mudanças que a Zona da Mata se insere. Patinho feio de diversas administrações, tem, agora, uma expressiva representação na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, mas ficou fora do primeiro escalão do novo governador. Em princípio, nada a preocupar se, de fato, ele colocar em prática o que disse à população durante suas visitas como candidato. Lembrando suas origens regionais – seu pai é natural de Rio Novo -, ele anunciou a criação de coordenações, instrumentos de gestão capazes de captar o sentimento do interior administrativo.

Mas a Zona da Mata também precisa ser repensada para se fazer forte diante do Palácio, a começar por Juiz de Fora, que não tem dimensão de seu papel na região e nem se porta como parte dela. O mesmo vale para os demais municípios que preferem agir de acordo com o deputado majoritário sem trabalhar num projeto conjunto de poder. Enquanto os dois lados não entrarem em consenso, serão em vão as ações pelo seu desenvolvimento. Mas a chance está criada.