VOZ DAS RUAS

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Adicionar Tribuna de MinasA Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), por informação de seu próprio superintendente, Toninho Dutra, fará nos primeiros dias de março uma série de reuniões com diversos segmentos, para avaliar a antecipação dos desfiles das escolas de samba. Nas ruas, como a Tribuna atestou, as opiniões se dividem, mas somente com dados técnicos e com personagens diretamente envolvidos no evento é que será possível dizer se valeu a pena.
Os críticos entendem que a cidade, já neste fim de semana, estará parada, uma vez que os desfiles que mobilizam a massa já ocorreram. Outros, no entanto, consideram que foi até bom, pois ampliou-se a festa, que começou uma semana antes e ainda dá espaço na agenda para outras demandas, inclusive viajar.
Nessa discussão, é preciso considerar que a única alteração ocorreu com os desfiles das escolas de samba, uma vez que os demais eventos repetiram a data de anos anteriores, a começar pelo Corredor da Folia – um sucesso de público e de crítica – que mobilizou milhares de foliões pelos bairros e pelo Centro da cidade. A Banda Daki, uma das principais referências do carnaval continua no primeiro dia de festas, embora, este ano, em vez de abrir, estará fechando o ciclo de apresentações. A chave que abre pode ser a mesma que fecha, sem afetar o ânimo dos que gostam da folia.
É possível considerar, porém, que os desfiles, em vez de sábado e domingo, poderiam ocorrer na sexta-feira e no sábado, pois complicaria menos a vida dos que gostam de participar e têm trabalho na segunda-feira, já que é um dia útil. Esta questão, certamente, será levada em conta se houver a constatação do dano.
A despeito da avaliação dos convidados da Funalfa, a experiência não deve se esgotar em apenas uma edição. O evento de 2015, com as devidas correções, poderá, este sim, ser a bússola para as próximas decisões.









