AGENDA REGIONAL
Desde o ano passado, a Zona da Mata vem sendo discutida por comitês suprapartidários, com o objetivo único de encontrar alternativas para o seu desenvolvimento. Com base em dados econômicos, provou-se que a região ficou em plano inferior às demais do estado no carreamento de recursos. As discussões desenvolvidas em dois fóruns, um em Juiz de Fora e um em Muriaé, não entraram no mérito da causa, isto é, dos motivos dessa desidratação que repercutiu ao curso dos anos, mas focaram no futuro.
Em vista disto, foram feitos diagnósticos das carências, e chegou-se a uma importante etapa de execução: foram distribuídas tarefas para as instâncias políticas e institucionais, no sentido de que cada uma, com uma pauta em mãos, fizesse os acompanhamentos necessários nas instâncias de poder. E foi aí que a situação, se não desandou, entrou em marcha lenta. Salvo exceções, não se nota ação dos participantes no sentido de levar adiante as metas traçadas. Há um incômodo silêncio dos políticos e das entidades que se envolveram com a causa.
Falta alguém para coordenar as ações, tipo um executivo profissional, devidamente remunerado, capaz de cobrar iniciativas e definir os próximos passos. Sob esse aspecto, as entidades deveriam estar atuando de forma mais objetiva, em vez de agir em compartimentos estanques. Falta-lhes diálogo. A região tem vários organismos formados por lideranças empresariais que carecem de mais aproximação. A questão da Zona da Mata não é dessa ou daquela entidade, mas de todas. Se for cada um por si, acaba sendo todos por nada, como tem ocorrido ao curso dos anos.










