PACTO COM O FUTURO
Avaliar o período que termina é quase que uma necessidade, pois é a partir de tais dados que se fazem correções. Mas o olhar no amanhã também é necessário, sobretudo num tempo de demandas imediatas e fundamentais para movimentação do ciclo de uma cidade. Na edição de domingo, a Tribuna traçou as perspectivas de Juiz de Fora e colheu uma série de apostas que são consideradas prioritárias, principalmente em áreas estratégicas como transporte e saúde. Na primeira, a implantação do sistema viário é pule de dez em todos os depoimentos, embora haja quem defenda medidas ousadas como fechamento de ruas e prioridade para o sistema coletivo. Uma, porém, não elimina a outra.
Na saúde, a conclusão do Hospital Regional é considerada como vital para o atendimento de uma demanda crescente, que não se esgota, porém, nos limites da cidade. Por ser polo regional, Juiz de Fora acolhe pacientes de toda a Zona da Mata e, em casos excepcionais, até de outros estados, o que exige um hospital de ponta e com capacidade para atender a esse fluxo.
Todos esses pontos fazem parte dos desafios a ser enfrentados pelo engenheiro Bruno Siqueira, que toma posse hoje como prefeito de Juiz de Fora, quebrando um ciclo de revezamento de 30 anos, já que a cidade, em três décadas, só elegeu três prefeitos. Seu discurso de posse deve ser um pacto para o futuro e de mudanças, já que esse, aliás, foi o seu principal mote de campanha.
Juiz de Fora quer mudar, mas deve aproveitar as virtudes colhidas ao longo desses mesmos anos, a fim de retomar um espaço que é seu por vocação: se situar entre os primeiros lugares no ranking estadual. Ao formar sua equipe com nomes ligados aos partidos que dirigem o estado e a União, o prefeito entrante fez uma aposta política, a fim de evitar que a cidade fique apartada dos principais programas dos governos estadual e federal. Agora, mãos à obra.











