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Servidor é denunciado por cobrar R$ 500 para sepultamento em cemitério público

MPMG acusa zelador de Senhora dos Remédios de receber pagamento indevido de familiares para realizar serviço que já fazia parte de suas atribuições


Por Tribuna de Minas

29/07/2026 às 11h27

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou criminalmente e ajuizou uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra um servidor municipal de Senhora dos Remédios, no Campo das Vertentes. Ele é acusado de exigir e receber R$ 500 de familiares para realizar um sepultamento em um cemitério público.

Segundo as investigações da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Barbacena, o servidor ocupa o cargo efetivo de zelador de cemitério e teria solicitado o dinheiro para abrir um jazigo e realizar o sepultamento. Os serviços, no entanto, já fazem parte das atribuições do cargo e são remunerados pelo município.

A cobrança teria ocorrido em janeiro de 2026, durante os preparativos para o sepultamento de um morador de Senhora dos Remédios. De acordo com o inquérito, os familiares acreditaram que o valor correspondia a uma taxa regular pelo serviço funerário e fizeram uma transferência via Pix diretamente para a conta bancária do servidor.

Posteriormente, a família constatou que não havia qualquer taxa municipal correspondente aos R$ 500 cobrados. Na esfera criminal, o servidor foi denunciado pelo crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal.

O Ministério Público também pediu o afastamento cautelar do investigado da função pública. Conforme a Promotoria, a medida seria necessária diante do risco de repetição da conduta e para preservar a moralidade administrativa.

Na Ação Civil Pública, o MPMG afirma que o servidor teria obtido enriquecimento ilícito ao usar o cargo para solicitar e receber uma vantagem indevida. O órgão pede que sejam aplicadas as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

Entre as penalidades solicitadas estão a perda dos valores obtidos irregularmente, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos, o pagamento de multa civil e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos públicos pelo período determinado pela Justiça.

O MPMG também requereu o ressarcimento da quantia recebida e a condenação do servidor ao pagamento de indenização por danos morais à família afetada pela conduta investigada.

De acordo com o promotor de Justiça Vinicius de Souza Chaves, responsável pelo caso, os elementos reunidos durante a investigação indicam que o servidor teria utilizado a função pública para obter vantagem econômica indevida em um momento de vulnerabilidade dos familiares. Para o promotor, o caso exige a responsabilização do investigado nas esferas criminal e cível.

*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe