Estrada entre JF e Coronel Pacheco apresenta irregularidades
Buracos e mato alto nas margens da MG-353 dificultam a vida de quem trafega pela via; falta de conservação também é observada na AMG-3085
Paciência. É esse o componente a mais que o condutor precisa ter ao cruzar o trecho da MG-353 entre Juiz de Fora e o município de Coronel Pacheco. A constatação surge após a Tribuna transitar na estrada e realizar levantamento dos problemas presentes em aproximadamente 19 quilômetros de rodovia, entre o Bairro Grama e o trevo que dá acesso à cidade vizinha. Apesar de possuir marcas de um recapeamento recente, a falta de manutenção fica evidenciada na centena de buracos que obriga motoristas a realizarem manobras arriscadas de desvio e no mato alto presente nas margens da via.
Antes de cruzar o trecho citado acima, a equipe percorreu a AMG-3085, via que conecta a BR-040, na Barreira do Triunfo, à MG-353. Apesar de ter completado dois anos de abertura no mês passado, o acesso ao Aeroporto Regional apresenta a falta de conservação de uma via esquecida. Durante praticamente todos os 13,8 km de estrada, o condutor pode verificar o mato alto tangente à via, que, além de obstruir as placas de sinalização, bloqueiam algumas canaletas de escoamento da pista.


As marcas de terra no asfalto são amostras de temporais recentes que provocaram deslizamentos de barreiras em alguns pontos da AMG. Estes mesmos locais, apesar de transitáveis, não apresentam a contenção adequada na origem do problema, podendo ceder novamente em caso de novas chuvas intensas.
Já na MG-353, além da vegetação que também encobre placas, os buracos são os principais vilões. Nos cerca de 19 quilômetros analisados, foram contabilizadas cerca de 166, uma média de aproximadamente nove por quilômetro. A Tribuna entrou em contato com o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG), órgão responsável pelo trecho, que atribuiu como causas do desgaste da via o crescimento expressivo do tráfego nos últimos anos para uma rodovia antiga, que não sustenta o fluxo atual, além da falta de verbas para realizar a restauração necessária. Já na AMG-3085, o departamento aponta como principal causa do problema a paralisação do contrato para licenciamento ambiental há mais de um ano.
Enquanto o recurso não é obtido e o imbróglio contratual não é solucionado, o departamento executa soluções pontuais. “Na MG-353, enquanto não há disponibilidade de recursos para recuperação definitiva e mesmo ampliação da faixa de rolamento em alguns trechos, e, na AMG-3085, que está com o contrato para realização das condicionantes do licenciamento ambiental paralisado desde novembro de 2018, o DER-MG executa as operações tapa-buracos, quando as condições climáticas permitem”, declarou em nota.
Sinalização paliativa


A equipe da Polícia Militar Rodoviária (PMR) tem feito a sinalização de trechos pontuais que podem apresentar mais riscos ao condutor, além de preencher alguns buracos com terra em uma medida paliativa. Entretanto, ações criminosas têm dificultado o trabalho dos militares conforme relata o comandante do 1º Pelotão da PMR, tenente Júlio César de Almeida. “Infelizmente vem acontecendo casos em que nossos cones estão sendo furtados. Por conta dessa má conduta, todos ficam à mercê do risco. Isso é furto e cabe prisão. Se caso nos depararmos com um carro que esteja transportando algum cone, vamos tomar as medidas cabíveis.”
O comandante destaca que a atenção no trecho deve ser constante e redobrada em períodos chuvosos, sendo prudente reduzir a velocidade e ter cuidado ao desviar dos buracos, já que em algumas situações os condutores chegam a percorrer trechos na contramão para contornar as crateras. “O motorista deve estar ciente de que o trecho vai apresentar buracos. Oriento que os condutores tenham prudência e respeito à sinalização.”


















