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PF investiga suspeita de superfaturamento de medicamentos do SUS em cidades de Minas Gerais

Segundo a Polícia Federal, orçamentos com valores supostamente inflados eram apresentados em ações judiciais para aumentar os recursos públicos destinados à compra dos medicamentos


Por Pâmela Costa

25/09/2026 às 09h20

Empresas e advogados são investigados por suspeita de superfaturar medicamentos de alto custo pagos pelo SUS
Operação mira esquema de suposto superfaturamento em cima de remédios disponibilizados pelo SUS (Foto: Divulgação/PF)

Advogados e empresas são investigados pela Polícia Federal (PF) por suspeita de usar orçamentos superfaturados em ações judiciais para elevar os valores pagos pelo Poder Público na compra de medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A operação contra o suposto esquema foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (25). 

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nos municípios mineiros de Nova Lima e São João del-Rei, localizados, respectivamente, a 266 e 155 quilômetros de Juiz de Fora. A Operação Alto Custo, como foi chamada, é conduzida pela unidade da Polícia Federal nas cidades.

A suspeita é que, em ações judiciais para a obtenção de medicamentos de alto custo, advogados tenham apresentado reiteradamente orçamentos com valores supostamente superfaturados. Segundo a Polícia Federal, os documentos teriam sido fornecidos por empresas que também são alvo da investigação. 

A apuração busca esclarecer se advogados e empresas atuavam de forma coordenada para inflar artificialmente os preços dos medicamentos e, com isso, elevar os recursos públicos destinados pelo SUS à compra desses produtos. Durante os cumprimentos de mandados, foram apreendidos aparelhos celulares e documentos. A PF reiterou que as medidas visam reunir elementos para identificar e esclarecer a atuação dos investigados no esquema, além de revelar uma eventual participação de outras pessoas. 

À Tribuna de Minas, a PF informou que as investigações ocorrem há, pelo menos, dois anos. A Operação Alto Custo em Minas Gerais derivou-se da Operação Onco Juris ocorrida no Mato Grosso do Sul, onde um esquema criminoso utilizava-se de decisões judiciais para a compra de remédios oncológicos superfaturados.