Câmara de Cataguases abre comissão para apurar denúncia contra prefeito
Procedimento vai avaliar possíveis irregularidades pelo não pagamento das emendas impositivas dos vereadores em 2022 e pode resultar até na cassação do mandato do prefeito

Veja mais da Tribuna no Google
Adicione a Tribuna de Minas como fonte preferencial para ver mais do nosso conteúdo na Pesquisa Google.
Adicionar Tribuna de MinasA Câmara Municipal de Cataguases vai abrir uma comissão processante para apurar possíveis irregularidades no não pagamento de emendas parlamentares impositivas indicadas pelos vereadores pela Prefeitura no exercício financeiro de 2022. O procedimento será instaurado após os vereadores acatarem, na última terça-feira (20), uma denúncia feita por um morador da cidade contra o prefeito José Henriques (MDB).
A alegação da denúncia é de que o não pagamento das emendas parlamentares, o que deveria ter ocorrido até o dia 31 de dezembro do ano passado, contraria determinação da Lei Orgânica do Município. Da mesma forma, o prefeito também é questionado por que não teria prestado informações sobre as emendas, que foram solicitadas pela Câmara Municipal, dentro do prazo estabelecido.
Em nota encaminhada à Tribuna, a Prefeitura de Cataguases comentou a denúncia. Segundo o Poder Executivo, o critério impositivo das emendas parlamentares foi criado pela Câmara em dezembro de 2021, com a intenção de que já fossem cumpridas a partir de 1º de janeiro de 2022. Para o Município, as emendas impositivas “não eram exigíveis à época, em razão de vícios no próprio procedimento legislativo que as criou, conforme se comprovará durante os trabalhos da Câmara”.
Com relação ao pedido de informações sobre o não pagamento das emendas feito pela Câmara, a Prefeitura afirmou que “a lei exclui como infração político-administrativa sua não resposta em razão de justo motivo, o que ocorreu no caso, uma vez que a Prefeitura já havia respondido requerimentos com o mesmo objeto nos ofícios 288/2022 e 090/2023”.
“Vale ressaltar que a Prefeitura de Cataguases já recorreu ao Judiciário em outras oportunidades, com êxito, para sanar vícios de ordem legal ou constitucional de atos da Câmara de Vereadores de Cataguases. Caso necessário, a Prefeitura, mais uma vez, tomará as medidas judiciais cabíveis”, afirma o Município.
LEIA MAIS
Comissão
A denúncia em questão foi acatada com o voto favorável de nove dos 15 vereadores que integram a atual legislatura, conforme informações do site O Vigilante. Após a votação, um sorteio definiu a formação da comissão, que terá o vereador Silvio Romero (Podemos) como presidente; Stefany Carli (PT), como relatora; e Ricardo Geraldo, como membro.
Os trabalhos terão prazo de 90 dias para sua conclusão. A depender do andamento das apurações, a Comissão Processante pode resultar em sanções para o prefeito, como a cassação de seu mandato, o que dependerá do apoio da maioria qualificada dos integrantes da atual legislatura.









