Operação mira policial civil e cartel de placas automotivas na Zona da Mata
Segunda fase da Guildas Medievais apura suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e participação de agente público no esquema
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Zona da Mata, e a Polícia Civil de Minas Gerais deflagraram, na manhã desta quarta-feira (10), a segunda fase da operação Guildas Medievais. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em crimes relacionados à fabricação e estampagem de placas automotivas na Zona da Mata.
Segundo o MPMG, as investigações apuram crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de cartel. Nesta etapa, também é investigada a existência de um possível núcleo de corrupção dentro da associação alvo da operação, com indícios de participação de agentes públicos no esquema.
Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados judiciais em Ubá – a cerca de 110 quilômetros de Juiz de Fora. Entre as medidas estão dois mandados de busca e apreensão, além do afastamento de um servidor de suas funções, com determinação de uso de tornozeleira eletrônica.
Um policial civil é um dos alvos da operação. Ele é suspeito de repassar informações sigilosas da Polícia Civil ao núcleo empresarial investigado. Conforme o Gaeco, durante a primeira fase da operação, uma arma de fogo e munições pertencentes ao policial foram encontradas na residência de um médico de Ubá, que também foi alvo de medidas cautelares.
A primeira fase da Guildas Medievais foi deflagrada em 21 de maio e teve como um dos alvos um médico de Ubá, preso em flagrante por suposto envolvimento no esquema. Na ocasião, foram cumpridos 37 mandados judiciais em Muriaé, Perdões, Ubá, Visconde do Rio Branco, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Entre as medidas estavam 19 mandados de busca e apreensão, dez cautelares de monitoramento eletrônico e oito determinações de suspensão das atividades de empresas ligadas à estampagem e comercialização de placas veiculares.
Ainda na primeira etapa, foram apreendidos mais de R$ 30 mil em espécie, além de aparelhos eletrônicos, computadores, uma arma de fogo e outros materiais considerados de interesse para as investigações. O grupo é suspeito de restringir a concorrência, manipular ofertas e controlar o mercado de fabricação e estampagem de placas automotivas na Zona da Mata e em outras regiões do país.
De acordo com as apurações, o cartel atuava por meio de diferentes núcleos, com divisão de funções entre os integrantes. A suspeita é de que empresas do setor eram aliciadas para integrar o esquema, que teria como objetivo controlar o mercado regional, fixar artificialmente preços e manipular ofertas de produtos.
As investigações também apontam que o grupo fazia o controle do faturamento declarado de dezenas de empresas. Posteriormente, os lucros seriam distribuídos entre os participantes conforme critérios internos, como o tempo de atuação no mercado. Também há indícios do uso de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para lavagem de dinheiro e outras irregularidades. Segundo o MPMG, empresários que resistiam a aderir ao esquema teriam sido alvo de coação e ameaças.
Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
Tópicos: operação guildas medievais









