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Cleitinho contraria Republicanos e diz que será candidato ao governo de Minas

Senador atribui perda de prazo para confirmação com o partido ao luto pelo irmão, falecido uma semana antes da convenção


Por Tribuna

30/07/2026 às 14h26

O senador Cleitinho (Republicanos) contrariou o partido e afirmou, em coletiva de imprensa na noite de quarta-feira (29), que será, sim, candidato ao governo de Minas Gerais, com Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas, como vice.

Mais cedo, na quarta, o Republicanos de Minas Gerais emitiu uma nota, afirmando que “uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la”, e que tal decisão nunca aconteceu.

“A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos (ocorrida no dia 25 de julho) – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”, disse o partido, que também citou “sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo. Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la”, afirmou o partido.

O primeiro ponto tocado por Cleitinho em seu pronunciamento é de que não concorda com a questão do “timing”, citando as pesquisas eleitorais que mostram o senador na liderança. Ele afirmou que já tinha estabelecido que se perto de começar a eleição estivesse liderando pesquisas, seria candidato.

“Eu disse para a minha família, enquanto o Matheus (irmão) não estiver bem, eu não vou lançar minha candidatura.” O irmão de Cleitinho estava em tratamento contra leucemia desde o início do ano, e faleceu em 18 de julho.

Cleitinho contraria Republicanos e diz que será, sim, candidato ao governo de Minas
Foto: Agencia Senado

“Eu falei que na hora que passasse a Copa do Mundo, eu anunciaria minha candidatura. A partir dessa questão, meu irmão foi para o hospital para fazer o transplante. Quando ele fez o transplante, infelizmente, agravou a situação dele, ficou mais uns dias internado, até vir a falecer. Como que eu vou lançar uma candidatura? Eu de luto. Que clima eu tenho para fazer uma coisa dessa?”, discursou. 

Disse ainda que deixou a ausência na convenção explicada para o partido e que, no dia seguinte, enviou uma mensagem ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, dizendo que seria candidato. “Agora a gente vai tentar de todo jeito conversar com ele amanhã (esta quinta) para tocar o coração dele e oficializar a minha campanha.”

O senador ainda garantiu que, se não for candidato, não apoiará nenhuma outra chapa e concluiu pedindo desculpas ao Republicanos.

A Tribuna entrou em contato com o diretório estadual do Republicanos, abrindo espaço para um posicionamento. A matéria será atualizada caso haja retorno.