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Campanha de Lula negocia checagem em tempo real no debate da Globo

Equipe do presidente diz que emissora demonstra disposição para incluir ferramenta na transmissão desta sexta-feira (23)


Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi / Estadão Conteúdo

21/10/2026 às 18h36- Atualizada 21/10/2026 às 18h37

Campanha de Lula negocia checagem em tempo real no debate da Globo
Primeiro debate entre Flávio Bolsonaro e Lula foi no último domingo (18) (Foto: Ricardo Stuckert / divulgação – assessoria)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está tratando com a TV Globo a inclusão de checagem de fatos em tempo real durante o debate entre os presidenciáveis desta sexta-feira (23). Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, há disposição da emissora para incluir a ferramenta durante a transmissão ao vivo.

Segundo Sidônio, a checagem de fatos é essencial para combater “mentiras” do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Segundo o coordenador da campanha, senador Camilo Santana (PT-CE), Lula irá ao debate para apresentar propostas e a visão petista para o futuro do país.

“A gente está querendo que haja (checagem de fatos), porque a gente viu o que aconteceu no debate. Além de responder nenhuma pergunta do presidente, ele mentiu muito. É importante uma checagem em tempo real do que é verdade, do que é mentira, do que é dito no debate”, disse Sidônio em conversa com jornalistas no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Além da Globo, Sidônio informou que a campanha de Lula conversa com agências de checagem de fatos independentes para que façam o serviço em tempo real durante o debate de sexta. O portal de notícias ICL também deve proporcionar a ferramenta.

Sidônio também declarou à imprensa que Lula não vai aceitar que Flávio repita a estratégia de ficar atrás da câmera durante a fala do petista, fazendo gestos para chamar a atenção do telespectador. O ministro voltou a dizer que o candidato do PL repetiu a estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o embate contra a candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton, em 2016.

“A gente não vai aceitar isso. Na verdade, isso é feito sempre pela extrema-direita, o Trump fez com a Hillary Clinton, e essa é uma intenção dele, tentar desviar a atenção. É uma forma agressiva, indevida, provocativa, e a gente não vai aceitar esse tipo de coisa”, disse.