Candidaturas do PCO em Minas Gerais têm registro negado pelo TRE-MG
Segundo um dos candidatos indeferimento seria perseguição política

O secretário do diretório mineiro do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato ao Governo de Estado, Henrique Áreas, se manifestou, na noite desta última terça-feira (09), contra o indeferimento de todas as candidaturas do próprio partido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
Segundo apuração da Tribuna de Minas junto ao DivulgaCand, plataforma mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto as candidaturas, a decisão envolve, além da candidatura do próprio Áreas ao governo estadual, a de Tião Pessoa ao Senado, duas candidaturas à Câmara dos Deputados, e mais duas candidaturas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Os indicados à suplência de Tião e a candidato a vice-governador, Estevão Gomes, também estão incluídos na lista.
Todas as candidaturas aparecem no sistema com a situação “indeferido em prazo recursal ou com recurso”. Isso significa que os pedidos de registro foram negados, mas há recurso apresentado e o caso ainda aguarda análise de uma instância superior.
O partido também aparece com a mesma situação. Nesse caso, o sistema informa que o DRAP (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários) foi indeferido, mas a decisão ainda está sendo contestada por recurso. O DRAP é o documento usado pelo partido, federação ou coligação para comprovar à Justiça Eleitoral que os procedimentos necessários ao registro das candidaturas foram cumpridos.
Em publicação nas redes sociais, Áreas defende que a decisão do TRE-MG de negar o registro das candidaturas no Estado seria “mais uma perseguição política contra o Partido da Causa Operária, um partido de militantes que está na rua, não só durante as eleições, mas a todo momento”.
O candidato também considerou a medida como antidemocrática e decorrente de motivações burocráticas.
“O que esse desembargador está fazendo é simplesmente impor uma censura, uma privação […] O partido está recorrendo, vamos recorrer até o fim, mas vamos continuar a nossa campanha até o final também”, finalizou.
A Tribuna solicitou esclarecimentos ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) sobre quais foram os fundamentos e as motivações para negar o registro de todas as candidaturas do PCO em Minas Gerais.
Também foi questionado quanto a eventuais recursos a serem apresentados pelo partido e quais são as próximas etapas do processo.
No entanto, até a publicação desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.









