Candidatos da ‘terceira via’ somam 7,58% dos votos no primeiro turno
Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema não ultrapassaram individualmente 3% dos votos válidos
Os quatro candidatos à Presidência da República que ficaram fora do segundo turno e foram associados à chamada “terceira via” somaram 7,58% dos votos válidos nas eleições deste domingo (4). Nenhum deles alcançou individualmente a marca de 3%.
Augusto Cury (Avante) terminou à frente do grupo, com 2,9% dos votos válidos, seguido por Renan Santos (Missão), com 2,25%, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,19%, e Romeu Zema (Novo), com 0,27%.
O resultado deixou os quatro candidatos distantes dos dois nomes que avançaram para o segundo turno: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Augusto Cury
Cury, que chegou a registrar 11% das intenções de voto em agosto e permaneceu com índices de dois dígitos em pesquisas até o início de setembro, recebeu cerca de 3,4 milhões de votos. Com 99,88% das urnas apuradas, o candidato do Avante tinha 2,9% dos votos válidos.
O escritor votou por volta das 11h em Colina, no interior de São Paulo, e afirmou esperar uma “surpresa positiva” nas urnas. Após votar, declarou a jornalistas que o cenário político provocava preocupação entre os brasileiros em relação ao futuro do país.
Na noite de domingo, Cury divulgou nota em que afirmou torcer para que o vencedor da eleição presidencial “governe pensando em um Brasil de esperança”. Ele, porém, não anunciou apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro no segundo turno.
“Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança. Que considere as ideias e os projetos que apresentamos para construir um país mais justo, e que governe com inteligência e senso de justiça, tendo como prioridade as dores de mais de 210 milhões de brasileiros”, escreveu. “Quero pacificar este País. Quero que um conservador consiga ouvir um progressista sem odiá-lo; que um progressista consiga conversar com um conservador sem desumanizá-lo; que possamos criticar ideias sem destruir pessoas”, declarou.
Na mesma nota, Cury cumprimentou “os dois candidatos que conquistaram, nas urnas, o direito de disputar o segundo turno”.
Renan Santos
Renan Santos, candidato do Missão, recebeu mais de 2,6 milhões de votos e terminou o primeiro turno com 2,25% dos votos válidos.
Ele votou na manhã de domingo, na Zona Sul de São Paulo, acompanhado de apoiadores. Ao chegar à seção eleitoral, no Bairro Vila Friburgo, por volta das 10h30, criticou a condução da campanha presidencial.
“Vocês estão presenciando a eleição mais estranha desde a redemocratização”, disse o candidato. “É a pior eleição desde a redemocratização”.
Renan também criticou a ausência de debates durante a campanha.
“Foi uma eleição vazia, e ela foi construída para ser uma eleição vazia, porque as forças políticas que são majoritárias estão envolvidas em escândalos de corrupção gigantescos e não querem a discussão”, afirmou. “Foi uma eleição em que os candidatos fingiram demência o tempo todo.”
Depois da divulgação dos resultados do primeiro turno, Renan comentou nas redes sociais o desempenho do PL.
“Temos que reconhecer, foi um arraso o que o PL fez”, afirmou. “Parabéns ao PL, mesmo com um péssimo candidato”, disse Renan.
O candidato do Missão também declarou que, em sua avaliação, “não há direita no Brasil sem Bolsonaro”.
Ronaldo Caiado
Ronaldo Caiado (PSD) terminou a disputa presidencial na quinta colocação, com mais de 2,6 milhões de votos, equivalentes a 2,19% dos votos válidos.
Após a consolidação do resultado, o ex-governador de Goiás afirmou que só definirá seu posicionamento no segundo turno depois de conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
“Vou guardar a minha coerência. Não vou me pronunciar sem me reunir com Kassab”, afirmou Caiado em entrevista coletiva.
Romeu Zema
Romeu Zema (Novo) ficou em sexto lugar na eleição presidencial, com pouco mais de 326 mil votos, correspondentes a 0,27% dos votos válidos.
O resultado foi o menor obtido pelo Novo em uma eleição presidencial desde a estreia da legenda na disputa pelo Palácio do Planalto, em 2018.
A votação de Zema também foi marcada por um episódio envolvendo o uso de celular na cabine eleitoral. O candidato entrou no local de votação, em Araxá, Minas Gerais, segurando o aparelho, prática proibida pelas regras eleitorais.
Após o episódio, o Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou com uma ação contra o candidato.
Zema comentou o caso nas redes sociais. “Mas se eu tivesse roubado um celular e falasse que era pra comprar uma cervejinha estaria tudo bem. Mais um dia de Brasil”, publicou no X.
Anteriormente, o candidato havia afirmado que não foi alertado pelos mesários sobre a proibição e negado ter tirado fotografias ou realizado qualquer registro durante o voto. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que o episódio será apurado.
Na publicação, Zema também questionou a existência de ferramentas virtuais disponibilizadas pela Justiça Eleitoral para auxiliar o eleitor antes da votação.
“O TSE cria uma ferramenta chamada ‘Colinha Virtual’, a gente usa e o MPE ajuíza uma ação CRIMINAL contra mim porque usei o celular. (???)”, afirmou.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que ocorrências envolvendo celulares são comuns e que a Justiça Eleitoral tomará as providências cabíveis.
As regras eleitorais proíbem que eleitores entrem na cabine de votação com celulares, câmeras ou outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto, mesmo que estejam desligados. Os aparelhos devem ser deixados em local indicado pela mesa receptora.
O eleitor pode utilizar uma “colinha” durante a votação, mas a orientação da Justiça Eleitoral é que os números dos candidatos sejam anotados em papel.
Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe









