PJF prepara nova licitação para hospital
A Prefeitura prepara a realização de nova licitação para definir, ainda este ano, a empresa que será responsável pela continuidade das obras do futuro Hospital Regional de Urgência e Emergência, que está sendo construído no Bairro São Dimas, na Zona Norte. Atualmente, os trabalhos estão a cargo da Diedro Construções e Serviços Ltda, que venceu concorrência em agosto de 2010. O contrato vigente entre as partes vence no próximo dia 10 de novembro e não será prorrogado, conforme externou a empreiteira em nota publicada hoje na Tribuna. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Comunicação da PJF.
Segundo a pasta, os motivos que levaram ao rompimento do acordo foram as dificuldades observadas na empresa, que não conseguiu renovar a certidão negativa de débitos desde o dia 5 de agosto deste ano, o que impede os repasses mensais feitos pelo Executivo. Por outro lado, a Diedro aponta a necessidade de um aditivo contratual de 140%, em virtude de alterações de projetos determinadas pela Secretaria Municipal de Saúde como preponderantes para o encerramento da parceria. A Diedro, por sua vez, iniciou o procedimento de desmobilização da obra que inclui, dentre outras providências, o desligamento de profissionais, diz a nota veiculada na imprensa.
A nova licitação só poderá ser formatada tão logo seja encerrado o contrato atual, quando os técnicos da Prefeitura darão início aos trabalhos para cumprir todos os trâmites burocráticos para a execução do procedimento. Para evitar novos atrasos, a intenção é de que a concorrência acontece ainda sob a gestão de Custódio Mattos (PSDB).
Obras paralisadas
Desde a semana passada, as obras do Hospital Regional estão paradas, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de Minas Gerais (Siticop-MG). De acordo com a entidade, os serviços foram suspensos após a Diedro parar de pagar as contribuições de INSS e FGTS dos funcionários. O Sinticop afirma que os trabalhadores foram dispensados até o próximo dia 5, quando esperam uma solução para o impasse.
Em nota publicada hoje na Tribuna, na página 7, a Diedro afirma que, por conta do rompimento contratual iminente, iniciou o procedimento de desmobilização da obra que inclui, dentre outras providências, o desligamento de profissionais. No que tange aos tributos, a empresa possui seus parcelamentos ativos dentro dos trâmites legais dos órgãos e já tomou as providências necessárias para que os requisitos documentais exigidos pela Prefeitura sejam atendidos.









