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Eleições custam três vezes menos que pleito de 2012


Por Renato Salles

29/11/2016 às 07h00- Atualizada 29/11/2016 às 11h03

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Com a consolidação das prestações de contas dos candidatos que disputaram o segundo turno na corrida pela Prefeitura de Juiz de Fora junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os gastos totais declarados pelos sete concorrentes chegaram a R$ 3,85 milhões. O montante significa uma redução contundente das despesas em comparação ao pleito de 2012, quando seis concorrentes despenderam aproximadamente R$ 8,49 milhões. Levando-se em consideração as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos quatro anos, os gastos dos prefeitáveis no processo eleitoral anterior correspondem a R$ 11,36 milhões, praticamente três vezes mais que o observado na contenda de outubro, que garantiu ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB) a reeleição para mais quatro anos de mandato.

A redução das despesas declaradas nas eleições municipais também é significativa se comparado ao cenário nacional. De acordo com levantamento feito pelo jornal “Folha de São Paulo”, os candidatos a prefeito e vereador de todo o país gastaram cerca R$ 3 bilhões no pleito de outubro, o que, segundo matéria publicada ontem no site do periódico paulista, significa uma diminuição de 28% com relação aos valores gastos em 2012. Avaliações iniciais apontam que, entre outros fatores, as principais razões para a queda nos montante despendidos nos processos eleitorais estão alterações recentes nas regras eleitorais, como as que vedaram doações de empresas e que reduziram o período de campanha.

Na disputa pela Prefeitura, as maiores receitas e despesas foram declaradas por Bruno Siqueira. Para atingir a reeleição, o prefeito arrecadou pouco mais de R$ 1 milhão e gastou cerca de R$ 995 mil. O valor está bem abaixo do limite de gastos definido pelo TSE para a disputa na cidade, de R$ 3,2 milhões. Corrigidas pela inflação, as despesas do peemedebista servirão como balizamento para a definição do teto de despesas para a sucessão municipal, em 2020. Para este ano, o teto foi estabelecido a partir da declaração da deputada federal Margarida Salomão (PT) nas eleições de 2012, quando a petista disputou o Executivo e declarou despesas da ordem de R$ 4,8 milhões.

O segundo maior gasto foi apresentado por Wilson da Rezato (PSB), que despendeu cerca de R$ 941 mil. Destes, R$ 897 mil foram feitos com recursos do próprio empresário da construção civil. Na terceira posição no ranking de despesas, apareceu o deputado Noraldino Júnior (PSC), que informou despesas da ordem de R$ 770 mil. Como o parlamentar arrecadou cerca de R$ 658 mil em recursos financeiros, a candidatura de Noraldino foi a única a apresentar déficit na prestação final, que, de acordo com o TSE, apontou saldo negativo de R$ 112 mil. Tal débito, contudo, pode ser assumido por seu partido, uma vez que, por lei, as siglas respondem solidariamente pelas dívidas eleitorais.

Em sua terceira tentativa pela Prefeitura, Margarida Salomão avançou ao segundo turno com a quarta maior despesa, informando gastos de R$ 688 mil. Na sequência, aparece a candidatura do deputado estadual Lafayette Andrada (PSD), que teve dispêndios de R$ 421 mil; Maria Ângela (PSOL), R$ 3,6 mil; e Victória Mello (PSTU), R$ 175. No caso da candidata do PSTU, que apresentou a campanha mais barata, a maioria esmagadora dos recursos arrecadados por sua candidatura vieram na forma de doações de bens e serviços por parte de apoiadores e correligionários.