Empresa de JF na mira do MPE por fraude em licitações

Em BH, mandado de busca e apreensão foi cumprido no apartamento de Alvimar Perrela
Corrigida às 19h10
A Polícia Militar cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços em Juiz de Fora, na manhã desta terça-feira (26). Um dos locais seria a sede de uma empresa e o outro seria a residência de uma das sócias. A ação faz parte da operação "Laranja com pequi" deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na cidade e em outros seis municípios mineiros. Documentos e computadores foram apreendidos na sede da empresa, suspeita de participar de um esquema que fraudava licitações para fornecimento de alimentos em todo o estado. De acordo com a investigação, realizada desde 2009, a firma participava dos pregões sem nenhuma pretensão de vencer, criando uma espécie de falsa concorrência. Ao todo, 10 mandados prisão e 35 de busca e apreensão foram expedidos, destes apenas duas prisões ainda não foram efetuadas. Os oito detidos foram encontrados nas cidades de Belo Horizonte, Montes Claros e Três Corações. A quadrilha também teria atuação no estado de Tocantins.
(Observação: A informação inicial divulgada pelo MPMG era de que os mandados haviam sido cumpridos em duas empresas)
Durante o cumprimento de um dos madados, que levou policiais a uma endereço na Cidade Alta, duas pessoas foram presas por porte ilegal de armamento.
Cartel
O objetivo da operação é desarticular o grupo especializado na prática de fraudes a licitações promovidas junto a prefeituras e órgãos da Administração Pública, especialmente no que se refere à aquisição de alimentos para presídios e merenda para escolas públicas. "Análises preliminares dão conta de que, pelo menos, R$ 166 milhões tenham sido fraudados desde 2009, quando o MPMG desconfiou de um tópico em um pregão realizado em Belo Horizonte e passou a investigar as atuações do cartel", afirma o promotor de Justiça e um dos responsáveis pela operação Eduardo Nepomuceno.
As ações estão sendo coordenadas pelo Ministério Público, por meio das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte e de Montes Claros, e conta com a participação da Polícia Federal, da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e da Polícia Militar. Ao todo, participam da operação quatro promotores de Justiça, cinco delegados e 25 agentes federais, 57 auditores fiscais e 42 policiais militares.









