Ouça agora

Paralisação unificada na PJF


Por Tribuna

25/05/2016 às 07h00- Atualizada 25/05/2016 às 08h37

Servidores municipais vão parar as atividades no dia 1º de junho. A proposta é dos sindicatos que compõem o Fórum Unificado das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora. A decisão foi referendada ontem em assembleias mobilizadas pelo Sindicato dos Professores (Sinpro), Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora (Sinserpu)e Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Água de Juiz de Fora (Sinágua). O Sindicato de Engenheiros (Senge) também confirmou à Tribuna a adesão. Já o Sindicato dos Médicos deverá ainda definir sua posição.

No início da noite, após aprovar a adesão ao movimento, os servidores ligados ao Sinserpu realizaram uma manifestação pelas ruas centrais da cidade até a Câmara Municipal. Cerca de 500 trabalhadores, de acordo com o sindicato, participaram da passeata. A proposta do sindicatos é iniciar o dia de paralisação com uma assembleia na Praça da Estação, às 8h, com previsão de uma passeata após o ato. Durante o encontro, será avaliada a possibilidade greve por tempo indeterminado.

O conflito nas negociações salariais começou no início do mês, após a Associação Mineira dos Municípios (AMM) orientar os prefeitos a realizarem a revisão geral da remuneração dos servidores públicos com base na leitura sobre disposições da Lei 9.504/1997 (Lei das Eleições) e de resolução editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicada no final de 2015, para definir o calendário das eleições de outubro. Até agora, a proposta da Prefeitura é de conceder apenas o índice oficial da inflação (IPCA), limitado ao período que vai do dia 1º de janeiro deste ano até a data da efetiva concessão da correção.

Na semana passada, a Procuradoria Geral do Município (PGM) protocolou uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a fim de saber se é possível conceder aos servidores reajuste compatível com as perdas inflacionárias do último ano. O esforço vai no sentido de mostrar que o Executivo não se posiciona de forma favorável ao mérito da interpretação da Lei das Eleições e da resolução do TSE, contudo, visa uma solução para o imbróglio dentro da legalidade.

Ontem, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou estar aguardando resposta da consulta. A Administração reforça que sempre se pautou pela transparência e pelo diálogo amplo nas negociações com o servidores – inclusive com apresentação de várias propostas de recomposição salarial e garantia de diversos benefícios às carreiras – e que seguirá o que determinar a legislação.