Problema da criminalidade não é apenas ‘de polícia’
Quando se pensa no confronto à insegurança, reincidência criminal e impunidade são questões trazidas à tona, assim como a participação de adolescentes nos delitos. A Polícia Civil, de acordo com o titular da Delegacia Especializada em Repressão a Roubos, Rafael Gomes, vem agindo de forma a inibir novos crimes, identificando e prendendo autores de roubos e tomando as providências cabíveis em relação aos atos praticados pelos menores de 18 anos. O policial ressalta que o aumento dos roubos consumados não foi percebido apenas em Juiz de Fora, mas em todo o estado. “Todavia, houve o crescimento do nosso índice de apuração dos crimes também. A Especializada, em três meses, realizou cem prisões, o que mostra que os delitos estão sendo apurados, como o assalto ao posto do pague-fácil no prédio da Prefeitura e um assalto a uma grande rede de supermercados, que tiveram repercussão.
A prática do sequestro relâmpago que tentaram implementar na cidade foi desarticulada, com os autores presos. Conseguimos o índice de 100% de apuração dos crimes de latrocínio, com os responsáveis presos e apresentados à imprensa. Também estamos combatendo os receptadores, o que desestimula novos roubos contra o patrimônio. Outra iniciativa que temos realizado é a ação batizada de ronda noturna, com os policiais nas ruas, aproximando-se dos estabelecimentos comerciais, como postos de gasolina, para orientação de segurança”, destaca.
Para o delegado, que também é especialista em análise criminal, o recrudescimento dos roubos pode ser atribuído a fatores econômicos, como a crise atravessada pelo Brasil, o aumento do desemprego e questões sociais relacionadas ao uso de drogas, já que, na busca para manter o vício, os dependentes cometem os roubos. “Todos estes fatores devem ser tratados pelos órgãos públicos, que precisam voltar sua atenção para estas áreas, colaborando para a queda dos casos. A segurança precisa ser vista por todos os poderes da sociedade, e não cabe mais pensar que é apenas problema da polícia. Como exemplo, há espaços públicos instalados em bairros, como uma praça, que acaba dominada pelo tráfico e abandonada pelos cidadãos. Na criação desses lugares, é preciso analisar como será a ocupação para que não sejam tomados pela criminalidade.”









