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Após revisão, JF leva 10 e fica em primeiro lugar


Por Guilherme Arêas

21/06/2016 às 20h20

[Relaciondas_post] O município de Juiz de Fora ficou em primeiro lugar no Ranking Nacional da Transparência, após a atualização das informações solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPF) à Prefeitura. A cidade recebeu nota 10, classificando-se como a primeira de grande porte em Minas Gerais no ranking. Na semana passada, o órgão havia classificado a cidade com nota 6,7, o que resultou em uma queda para a 130ª posição na avaliação realizada no mês de maio. Após ajustes solicitados pelo MPF, a nota atribuída foi modificada, inclusive elevando à cidade em duas posições no comparativo com a avaliação do mês de dezembro, quando a cidade ficou em terceiro lugar no estado. Com a nova posição, a cidade integra um grupo de grandes cidades do país que também apresentaram alta como Curitiba (PR) e Florianópolis (SC).

“A transparência sempre foi um objetivo que buscamos desde o início do governo. Publicamos no site todos os dados e informações referentes à Prefeitura desde 2013. Agora, este levantamento do Ministério Público Federal atesta a correção desse caminho que perseguimos, que não se esgota no ranking. Buscaremos aprimorar sempre a transparência e a austeridade em nossos atos. Esse é um diferencial da Prefeitura de Juiz de Fora hoje”, afirmou o prefeito Bruno Siqueira (PMDB). O secretário de Comunicação Social, Michael Guedes, destacou que, por se tratar de uma cidade de 600 mil habitantes, com um grande número de informações, ser a primeira de Minas e do Brasil torna o feito ainda de mais valor.

Guedes esclareceu sobre os problemas que levaram o Ministério Público a rebaixar a nota do município na versão do ranking divulgada na semana passada. Segundo ele, foram registradas pendências do ponto de vista técnico, como tabelas desatualizadas ou documentos que já haviam sido submetidos ao portal, mas que estavam indisponíveis no momento da consulta. “Isso fez com que a nota caísse, nos surpreendeu porque a informação já estava lá, mas não da forma como deveria. Fizemos um contato com o Ministério Público Federal, e eles abriram um novo prazo até sexta-feira. Assim, nós trabalhamos na organização dessas informações conforme os critérios que o MPF apresentou no levantamento”, disse.

 

Organização da informação

Segundo o secretário de Comunicação, as ações de aplicação da Lei da Transparência no município foram iniciadas já nos primeiros meses da gestão do prefeito Bruno Siqueira (PMDB). Em junho de 2013, o Executivo cumpriu com a chamada transparência ativa, organizando informações para consulta pública tendo nomes de servidores, cargos e salários disponibilizados na internet.

A segunda fase do processo se deu com a chamada transparência passiva, que permitiu a criação de uma estrutura para que o cidadão pudesse pedir informações. Para isso, um software do Governo federal foi otimizado pelo setor de informática da PJF e uma rede de servidores foi montada, com a responsabilidade de responder às demandas dos cidadãos em cada secretaria. “Isso implicava não só em conseguir informações pelo site, mas também presencialmente”, explicou.

Todas as informações podem ser acessadas pelo site da Prefeitura.