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Professor abre campanha


Por Tribuna

16/04/2011 às 07h00

Os professores da rede municipal fizeram passeata ontem do Pró-Música até a sede da Secretaria de Educação, na Praça Antônio Carlos, onde protestaram contra o não cumprimento, até agora, da equiparação salarial entre os contratados para atuar na primeira fase do ensino fundamental que tenham nível superior e os efetivos com a mesma formação. A Prefeitura ficou de nos apresentar uma proposta logo depois do carnaval e, até hoje, essa proposta não existe, afirmou o vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT), coordenador-geral do Sindicato dos Professores (Sinpro). Sobre o assunto, porém, a Secretaria de Administração e Recursos Humanos limitou-se a declarar que todos os benefícios para o quadro do magistério previstos em lei estão sendo rigorosamente pagos pela Prefeitura.

A manifestação ainda marcou o início da campanha salarial dos docentes municipais. Embora a categoria já tenha definido o índice de reajuste a ser discutido com a Secretaria de Administração, em torno de 15%, a declaração de constitucionalidade dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao piso nacional para o magistério motivou os sindicalistas a levar o valor – fixado em R$ 1.187 para nível médio – para a mesa de negociação. A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) entende que esse valor independe da carga horária, ponderou Betão. A sindicalista Victória de Fátima, porém, destacou que a lei do piso fala em jornada de até 40 horas, o dobro do que exercem os professores municipais.