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Governo prevê mínimo de R$ 616,34 em 2012


Por Agência Brasil

16/04/2011 às 07h00

O Governo prevê salário-mínimo de R$ 616,34 no próximo ano. Os números constam do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado ontem ao Congresso Nacional. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Planejamento. O reajuste segue a fórmula aprovada pelo Congresso no início do ano, que estabelece correção pela inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás, que foi de 7,5% em 2010. A estimativa, no entanto, leva em conta a inflação mais baixa que a apontada pelo mercado. Segundo o Planejamento, o IPCA acumulado neste ano será de 5%. No relatório Focus, pesquisa divulgada toda semana pelo Banco Central (BC), a inflação oficial fechará 2011 em 6,26%.Para 2013, a previsão é que o mínimo fique em R$ 676,35 e, em 2014, R$ 745,66.

Em relação à economia, o Governo reduziu a previsão de crescimento para este ano. Segundo o projeto da LDO, o PIB se expandirá 4,5%, meio ponto percentual abaixo da previsão anterior, de 5%. De acordo com o Planejamento, a justificativa para a nova previsão é manter as expectativas em linha com taxas de crescimento mais sustentáveis. Segundo a pasta, o crescimento menor se aproxima de taxas mais próximas do PIB potencial, que não pressiona a economia nem gera inflação. Para 2012, a previsão é de que o PIB cresça 5%. Em 2013 e 2014, a expansão projetada é de 5,5%

As projeções da LDO foram feitas com base numa taxa de câmbio de R$ 1,69, no final deste ano. Em 2012, o dólar estaria em R$ 1,76; em 2013, R$ 1,82; e em 2014, R$ 1,86. Os cálculos também foram feitos com base na atual taxa básica de juros (Selic), que está em 11,75% ao ano. O projeto estima redução da Selic para 10,75% ao ano, no final de 2012; 10%, no final de 2013; e 8,5%, no final de 2014. O Governo argumenta, ao justificar os números da LDO de 2012, que as medidas de política monetária que constam do projeto são suficientes para controlar a inflação, reduzindo-a para níveis compatíveis com o centro da meta (4,5%) já a partir do ano que vem.