Tópicos em alta: polícia / CPI dos ônibus / bolsonaro

Tucanos criticam fala de Zema em entrevista concedida à Istoé Dinheiro

Governador disse que gestões anteriores maquiaram contas, o que causou mal-estar entre lideranças do PSDB

Por Tribuna

15/04/2019 às 18h58- Atualizada 15/04/2019 às 18h59

“Todos os governadores vinham maquiando as contas públicas e apresentando 60% do valor devido. Ficaram tapando o sol com a peneira.” Esta declaração do governador Romeu Zema (Novo) em entrevista concedida à revista Istoé Dinheiro provocou novo mal-estar na relação entre o Poder Executivo estadual e o Legislativo. Desta vez, o foco de desgaste se deu com lideranças do PSDB, maior partido entre os noves que integram o bloco governista na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O repúdio dos tucanos à fala de Zema se justifica pelo fato de o PSDB ter governado o Estado entre 2003 e 2014, nas gestões dos ex-governadores Aécio Neves, hoje deputado federal, e Antônio Anastasia, senador.

Líder do Bloco Sou Minas Gerais, governista, o deputado estadual Gustavo Valadares cobrou uma retratação do governador de forma taxativa em publicação em sua conta no Twitter, no último sábado (13). Na postagem, o tucano chamou o posicionamento de Zema de “ato demagógico e mentiroso”, “Não se trata de um fato verdadeiro e não é assim que tratamos aliados”, disparou o parlamentar.

O conteúdo continua após o anúncio

As críticas também ecoaram entre outras lideranças tucanas para além da ALMG. Para o deputado federal Domingos Sávio (PSDB), o Governo precisa deixar claro que tipo de relação quer manter com seus aliados. “Nós queremos colaborar com o governo para ter bons resultados, mas é preciso também que o governador nos trate da mesma forma, com respeito e consideração”, afirmou, conforme publicado pelo jornal O Estado de Minas.

Ruídos

Além do mais recente desgaste com o principal partido de sua base governista – o PSDB tem sete dos 21 deputados que integram o Bloco Sou Minas Gerais -, a relação com a ALMG do Governo Zema tem acumulado ruídos. Exemplo recente foi a nota pública divulgada pela Mesa Diretora do Legislativo repreendendo a intenção do Estado de vincular as negociações com as prefeituras para a definição de um cronograma de pagamento de repasses atrasado à aprovação do plano de Regime de Recuperação Fiscal (RRF), projeto que pretende repactuar as dívidas do Estado com a União.
Neste caso, a crítica dos parlamentares era a de que a proposição significaria, na prática, transferência de responsabilidades, uma vez que os prefeitos passariam a pressionar a Casa pela aprovação de um dispositivo que sequer foi encaminhado à Assembleia. No último dia 4, no entanto, o Governo chegou a um acordo com os Municípios, tirando da mesa qualquer menção ao projeto de repactuação da dívida mineira com a União.

Receba nossa
Newsletter

As principais notícias do dia no seu e-mail



Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia