Médicos avaliam greve hoje
Os médicos lotados na Prefeitura de Juiz de Fora, que entram no décimo dia de greve, fazem assembleia hoje, às 19h, para avaliar os rumos do movimento. Na reunião com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, na manhã de ontem, os representantes da categoria cobraram a formalização da proposta do novo plano de carreira. Da mesma forma, caso haja alguma decisão quanto às negociações envolvendo os médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF), que contou com a participação direta do prefeito Custódio Mattos (PSDB), o resultado deve ser debatido também na assembleia de hoje. Nos dois casos, o propósito do Governo é aumentar o salário inicial e adotar postura comedida na progressão horizontal. Pelo modelo atual, todo servidor municipal recebe, a cada triênio, aumento de 10% sobre seus vencimentos.
Em relação à greve, a informação do Sindicato dos Médicos é de que o atendimento de urgência e emergência permanece nos percentuais previstos pela legislação. Ontem, no HPS, dezenas de usuários aguardavam na sala de espera. Segundo a assessoria da unidade, o quadro de médicos estava completo, mas, como tem acontecido desde o início do movimento, a triagem dos casos acaba provocando lentidão. Foi o que reclamou a cozinheira Delvanilde de Oliveira que, após ter passado a tarde de segunda-feira aguardando assistência para o filho, retornou ao HPS ontem. Este tipo de protesto sempre acaba prejudicando os usuários. É o que também critica o biólogo Carlos Henrique de Oliveira Felipe, que acompanhava a mulher Edilene na fila. Afeta um serviço básico e nós, usuários, ficamos assim, jogados nas salas de espera.
Sinserpu
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) também esteve na mesa de negociações ontem com o secretário Vitor Valverde. A principal demanda da categoria é a incorporação do abono ao salário. Segundo o diretor administrativo da entidade, Amarildo Romanazzi, as conversas devem continuar na próxima semana. Ele informou que o secretário está estudando a questão e acenou com a possibilidade de atender a reivindicação. O Sinserpu também defendeu o reajuste de 6,51%, referente ao IPCA de 2010/2011, e a parcela de 1,34%, das perdas de 2008/2009, em parcela única a partir deste mês. Pela proposta da Prefeitura, o percentual de 1,34% deve ser pago somente a partir de setembro.









