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Servidores do MPMG param atividades até amanhã


Por Tribuna

07/11/2012 às 07h00

Os servidores do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) estão paralisados desde ontem, em uma ação que foi classificada pela categoria como "greve com responsabilidade social". O ato prossegue hoje e se encerra amanhã. Segundo profissionais lotados em Juiz de Fora, a paralisação atinge 58 funcionários na cidade. Para atender determinações legais, 30% do efetivo manteve os serviços considerados essenciais. O movimento foi deliberado em assembleia, no último dia 20 de outubro.

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (Sindsemp-MG), entre as principais reivindicações da categoria estão o pagamento imediato de valores retroativos à revisão salarial anual aprovada em 2011 junto à Procuradoria-Geral de Justiça, a definição da data-base 2012 e a apresentação dos estudos de impacto orçamentário e da tabela de vencimentos que irão compor o estatuto da categoria. Amanhã, em Belo horizonte, a categoria se reúne para deliberar sobre o futuro do movimento.

Para manter o caráter social da mobilização, os servidores estão arrecadando doações de roupas, além de utensílios domésticos e produtos de higiene durante os três dias de paralisação. Em Juiz de Fora, os donativos foram recolhidos ontem. Todo o material arrecadado será doado à Cruz Vermelha. A paralisação atinge as unidades de cidades em todo o estado, como Belo Horizonte, Juiz de Fora, Betim, Ubá, Leopoldina, Visconde do Rio Branco, Miraí, Além Paraíba, Ponte Nova, Montes Claros, Governador Valadares e Uberlândia.

Juízes federais

Os magistrados federais de todo o Brasil foram convocados pelas suas entidades de classe a realizar uma paralisação de suas atividades hoje e amanhã. Inicialmente aprovada pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe), a mobilização conta também com a adesão da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). A categoria está mobilizada pela reposição das perdas do subsídio, acumuladas desde 2005 e estimada em cerca de 28,86%, e pela valorização da carreira. "A independência da magistratura é fundamental para a democracia, e essa independência passa por uma remuneração condigna, prevista pela própria Constituição", afirmou o presidente da Ajufe, Nino Toldo, durante entrevista concedida em conjunto com o presidente da Anamatra, Renato Sant’Anna, realizada ontem, em Brasília.