Servidores e PJF definem calendário de negociações
Os sindicatos que representam as cinco categorias (engenheiros, médicos, odontólogos, professores e servidores) dos servidores públicos municipais adotaram uma nova estratégia na campanha salarial 2011. Ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando as discussões sobre as pautas específicas a cada categoria só ocorreram após a definição do índice de reajuste dos trabalhadores pela Prefeitura, agora, as negociações acontecem paralelamente. Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sinserpu), Cosme Nogueira garante que as conversas sobre as questões pertinentes a cada categoria não significa que os trabalhadores acataram a proposta do Executivo que acena com um reajuste de 8,23% com base no IPCA do período de 2010/2011 e parte das perdas de 2008/2009. De maneira alguma. Estamos discutindo as questões específicas como a incorporação dos abonos aos salários dos servidores que ganham menos de um salário mínimo, por exemplo, pois isto, também implicará na questão do reajuste dos salários. É esta a diferença em relação à campanha salarial do ano passado.
As pautas específicas estarão serão alvos de debates em três reuniões entre representantes sindicais e o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, previstas para o início da próximas semana. O pedido foi do próprio secretário. Iremos nos encontrar na segunda, terça e quarta-feira para debater as pautas específicas, afirma João Queiroz, diretor da unidade regional do Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge). Segundo o diretor, a principal especificidade cobrada pelos engenheiros na campanha salarial 2011 é a equiparação salarial entre os técnicos de nível superior municipais. Pedimos que os salários sejam igualados aos dos advogados, que recebem 75% a mais. Trata-se da mesma classificação, por isso, consideramos essa diferenciação salarial errada.
De acordo com o vereador e coordenador geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Roberto Cupolillo (Betão, PT) entre as solicitações que serão levadas às reuniões, estão questões como equiparação salarial entre os professores com nível superior, o abono de incentivo ao magistério, o fim do decreto do atestado, que considera válidos apenas atestados emitidos pelo SUS ou por médicos credenciados ao Plano de Assistência à Saúde, o Saúde Servidor, e a redução da jornada de trabalho de 18h para 16h. A lei prevê que um terço da jornada de trabalho seja cumprido fora de sala de aula. O contrato é de 20h, por isso, estamos solicitando esta redução.
Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu), Cosme Nogueira adianta que o principal ponto da categoria é a incorporação de abonos aos vencimentos de alguns servidores, que tem remuneração inferior ao salário-mínimo, como é o caso dos auxiliares de serviços em início de carreira, com piso de R$ 416,80. Nós não vamos fechar nenhum acordo com a Prefeitura enquanto esta questão dos abonos não for solucionada. O Sinserpu também quer discutir tíquete-alimentação e os processos seletivos internos.
O Sindicato dos Odontologistas de Juiz de Fora também apresentou uma lista de itens específicos. Entre as solicitações estão a ampliação do número de cargos para odontologistas na cidade de 150 para 250, a realização de concursos para a contratação de auxiliares e técnicos em saúde bucal, a nomeação imediata de cirurgiões dentistas já aprovados em concurso, equiparação salarial com o demais técnicos de nível superior, além da aplicação do piso nacional da categoria e a implantação da odontologia no programa Saúde da Família, do Governo Federal. Juiz de Fora não possui até hoje uma equipe de saúde bucal no programa e, inclusive, deixou de receber recursos por isso, afirma Fernando Farineli, diretor do sindicato.
Os sindicatos rechaçam a proposta da Prefeitura que acena com um reajuste de 8,23% e por um aumento de 15,89% (a correção de 5,89% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e ganho real de 10%).









