Militante quer abertura de arquivos
Uma das causas da violência é a impunidade. Foi com essas palavras que a professora de História da UFRJ Victória Lavínia Grabois, vice-presidente do grupo Tortura nunca mais, traçou um paralelo sobre a realidade atual do Brasil e o desconhecimento de quatro centenas de famílias que até hoje desconhecem o que aconteceu aos seus desaparecidos políticos durante a ditadura. Em palestra realizada ontem na Faculdade de Direito da UFJF, Victória criticou os sucessivos governos brasileiros pela recusa em abrir os arquivos da ditadura e lamentou a postura do Governo Lula, que descumpriu a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que condenou o país pelas violações de direitos ocorridas na Guerrilha do Araguaia. Questionada sobre a presidente Dilma Rousseff (PT), que declarou, em cerimônia militar na última terça, que o país corrigiu seus próprios caminhos, ela ironizou: Na Argentina, a presidente recebeu as mães da Praça de Maio. A nós, ela ainda não recebeu.









