MP quer aula na UFJF
O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça Federal, através de uma ação civil pública, pedindo o retorno às aulas dos professores que lecionam nos últimos dois períodos de todos os cursos mantidos pela UFJF. No mesmo documento, o MPF pede o restabelecimento das aulas do ensino médio do Colégio João XXIII e do IF Sudeste, com calendário de reposição das aulas a ser estipulado pelas direções das instituições. O intuito é evitar prejuízos aos alunos em suas preparações para as provas do vestibular e do Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM). A ação também solicita o retorno do funcionamento parcial da universidade, sob pena de corte dos salários e multa pessoal de R$ 5 mil reais ao dia. Os docentes da rede federal da cidade estão em greve há 17 dias.
O documento também solicita que a Justiça Federal proíba uma possível interrupção do funcionamento do Hospital Universitário (HU). O MPF quer que a unidade hospitalar continue atuando com sua capacidade máxima, sem prejuízo na execução dos serviços essenciais de saúde prestados pela instituição. A ação ainda requer a manutenção das atividades de pelo menos uma unidade do Restaurante Universitário.
Para o o presidente da Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes-JF), professor Rubens Luiz Rodrigues, a greve não fere a legislação vigente. Temos conhecimento da legislação que regula o movimento. Estamos reivindicando dentro dessas orientações. Vamos consultar nossa assessoria jurídica para definir como iremos agir em relação a esta ação.
Rodrigues ressalta ainda a proporção nacional do movimento. Temos cerca de 50 universidades paradas em todo o país e o reconhecimento da sociedade. Há informações do Andes-SN (Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior) de que o Governo sinalizou hoje com a possibilidade de uma rodada de negociações na próxima semana.









