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Candidatura de vereador ameaçada


Por RENATO SALLES

05/05/2016 às 07h00- Atualizada 05/05/2016 às 08h30

Léo de Oliveira acredita que situação será contornada (Leonardo Costa/26-03-15)

Léo de Oliveira acredita que situação será contornada (Leonardo Costa/26-03-15)

Valendo-se de uma janela partidária, o vereador Léo de Oliveira acertou sua saída do PMN e acertou sua filiação ao PTB ainda na segunda quinzena de março. Além de questões políticas, a troca também apresenta viés eleitoral, de olho na formação de chapa para a disputa de cadeiras na Câmara Municipal nas eleições de outubro. Apesar do acordo selado entre as partes, o nome do radialista não aparece na lista de filiados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que traz os registros realizados até o último dia 2 de abril, prazo limite para aqueles que pretendam ser candidatos a cargo eletivo este ano estar com a filiação deferida no âmbito partidário. Em teoria, a ausência do nome do radialista na relação do TSE pode comprometer o objetivo de Léo e do PTB em correr pela reeleição para o Legislativo juiz-forano.

Em contato feito pela reportagem, a assessoria de Léo de Oliveira minimizou a situação. Segundo o gabinete do parlamentar, o problema é burocrático. Segundo o gabinete, o PTB encaminhou as informações sobre o registro do vereador e de outros 28 filiados ao TSE na reta final do prazo. Entretanto, uma falha do sistema teria impedido a oficialização de nove nomes. O parlamentar, todavia, entende que possui todas as assinaturas e comprovantes de que o registro foi efetuado e oficiado ao tribunal dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral. A expectativa é de que a situação seja contornada, com o encaminhamento de tais documentos ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de forma que o radialista possa disputar as eleições de outubro normalmente.

Atual diretor-presidente da Emcasa, o presidente do diretório municipal do PTB, Ricardo Francisco – que é irmão do ex-deputado federal Roberto Jefferson -, também entende que a situação será contornada. “Encaminhamos no último dia. Parece que ocorreu um problema no sistema de internet do TSE e alguns dados não chegaram. Mas temos todos os recibos de que as informações foram enviadas dentro do prazo. Vamos formalizar isso em ação individual ou coletiva junto ao TRE. Isso já ocorreu anteriormente conosco e com outros partidos e não há receio de que a candidatura possa ser comprometida”, avalia.

Caso consiga equacionar as questões burocráticas junto ao TSE, o radialista vai em busca de sua primeira eleição, já que cumpre mandato como suplente, após o afastamento do ex-vereador Isauro Calais (PMDB), empossado como deputado estadual em fevereiro de 2015. Aliás, a saída de Isauro do PMN em fevereiro deste ano, quando o parlamentar assinou com o PMDB, foi outro fator que motivou o Léo de Oliveira a buscar uma nova legenda.