Professor do estado cruza braços pela quarta vez
Os profissionais da rede estadual de ensino de Minas Gerais realizam hoje a quarta paralisação geral de suas atividades em 2011. A manifestação faz parte da campanha salarial e acontece no mesmo dia em que integrantes da categoria participam de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, às 14h, em Belo Horizonte. O debate será realizado na Comissão de Administração e foi proposto pelo deputado Rogério Correa (PT). Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a principal reivindicação é a adoção imediata do piso salarial nacional – de R$ 1.597 por uma jornada de 24 horas – para a classe no estado. O pedido é baseado na determinação do Supremo Tribunal Federal, que votou pela constitucionalidade da Lei 11.738/08, que regulamenta o valor. Desde o dia 29 de março, um indicativo de greve já foi deflagrado pela categoria. O plano de carreira da educação, implantado pelo Governo há seis, também estará na pauta.
De acordo com a unidade do Sind-UTE em Juiz de Fora, a paralisação de ter a adesão de cinco mil trabalhadores e deixar sem aulas cerca de 50 mil estudantes na cidade e nos outros 22 municípios que estão sob a abrangência do sindicato. "Esse número depende da participação das escolas. Alguns diretores optam por não parar ou paralisar parcialmente", explica a coordenadora de comunicação do Sind-UTE/JF, Yara Aquino.
Subsídio
Hoje, o braço regional do sindicato também realiza uma assembleia, às 16h, na Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora, na Rua Braz Bernardino. No encontro, além das questões salariais, será avaliado a nova forma de remuneração instituída pela Lei Estadual 18.975/10 em vigor desde janeiro, o subsídio, que incorpora todas as gratificações, vantagens, abonos ou outra espécie remuneratória do servidor em um valor único. A mudança atingiu cerca de 310 mil servidores ativos e inativos das carreiras dos profissionais da educação básica. Antes disso, a categoria recebia um piso, além de benefícios adquiridos com o tempo, como biênios e quinquênios. De acordo com o prazo estabelecido pelo Governo, os trabalhadores têm até sexta-feira para definir se preferem manter o atual modelo salarial ou retornar ao antigo formato.
Segundo a coordenadora de comunicação do Sind-UTE/JF, o sindicato realiza reuniões e assembleias para orientar os trabalhadores desde o início do ano. "Fizemos inúmeros encontros, procurando abranger toda a região. Não existe uma recomendação geral. Procuramos orientar cada caso especificamente. No caso dos trabalhadores mais antigos, por exemplo, a maioria leva vantagens optando pelo modelo antigo."









