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Lei institui uso da ‘bengala verde’ em Juiz de Fora

Instrumento busca auxiliar pessoas com baixa visão, ou seja, aquelas que não são cegas, mas possuem visão reduzida

Por Tribuna

03/04/2018 às 12h57- Atualizada 03/04/2018 às 17h08

Foto: Reprodução YouTube/Perla Mayo

O uso da chamada “bengala verde” por pessoas diagnosticadas com baixa visão em Juiz de Fora foi contemplado por uma lei sancionada na semana passada pelo prefeito Bruno Siqueira (MDB). De autoria do vereador Wanderson Castelar (PT), a legislação já está em vigor e prevê a utilização do objeto, que nada mais é do que um instrumento auxiliar de orientação, apoio, mobilidade e de identificação de pessoas diagnosticadas com baixa visão, que não são cegas, mas que possuem uma visão reduzida. Além do caráter simbólico, a norma define ainda que o poderá estimular o uso da “bengala verde”, bem como esclarecer a população sobre as distinções que envolvem os grupos de deficientes visuais.

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Na justificativa da proposição, Castelar defende que as campanhas de conscientização sugeridas para a lei podem ajudar a combater atitudes de preconceito e desrespeito. “A maioria das pessoas cegas e muitas com baixa visão usam bengala para se locomover com autonomia. Ao se avistar alguém com uma bengala, logo se presume que ela não enxerga nada. Esta conclusão precipitada acaba por gerar situações constrangedoras para aqueles que demonstram possuir algum resíduo visual. A desinformação, em geral, é a mãe do preconceito e da violência”, afirma o vereador.
O objeto terá características semelhantes às da bengala branca, bem como peso, tamanho e forma, podendo ter nas extremidades uma luz de led, a fim de facilitar sua identificação à noite ou em ambiente de baixa luminosidade. Na prática, segundo o Departamento de Políticas para a Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos (DPCDH), o uso da bengala verde vai ajudar a sinalizar e conscientizar a população.

O objeto foi criado em 1996 pela professora argentina Perla Mayo, e a sua proposta era identificar pessoas com baixa visão. Dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que cerca de seis milhões de pessoas convivem com dificuldade grande e permanente de enxergar no Brasil. A cor foi escolhida para simbolizar esperança. Em 2014, o Grupo Retina São Paulo trouxe o projeto para o Brasil e, desde então, faz sua divulgação em território nacional.

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