Juiz de Fora e Barbacena enviam bombeiros para ajudar Venezuela após terremoto
No total, foram mobilizados 31 militares mineiros, além de quatro cães de resgate

Bombeiros de Juiz de Fora e Barbacena foram mobilizados para integrar a força-tarefa brasileira enviada à Venezuela em apoio às ações de resposta aos terremotos que atingiram o país.
Além deles, também foram enviados militares de Belo Horizonte, Divinópolis, Governador Valadares, Patos de Minas, Uberaba e Varginha, totalizando 31 mineiros, além de quatro cães de resgate do estado.
A missão é completada por 30 bombeiros de São Paulo e dez do Paraná, junto de mais dois cães farejadores.
Os bombeiros mineiros integram o Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad), unidade do CBMMG especializada no atendimento a grandes ocorrências e desastres. A equipe brasileira conta com militares preparados para operações de busca e salvamento urbano, resposta a desastres, gestão operacional, atendimento pré-hospitalar, logística e apoio humanitário.
A mobilização ocorre diante dos danos provocados pelos abalos sísmicos registrados na Venezuela, com impactos em edificações, serviços essenciais e necessidade de reforço nas ações de busca e salvamento. As regiões de La Guaira e Caracas estão entre os pontos de maior atenção para a atuação das equipes internacionais.
Os militares seguem preparados para operar com autonomia, levando equipamentos e materiais específicos para atuação em estruturas colapsadas. Entre as capacidades previstas estão busca técnica, localização de vítimas, escoramento emergencial, rompimento e corte de estruturas, elevação de carga, extração de vítimas, atendimento médico inicial, apoio logístico e integração com mecanismos de coordenação internacional.
Devido às características do desastre, os bombeiros também foram mobilizados com ferramentas de corte e rompimento, equipamentos de iluminação, materiais para escoramento, sistemas de elevação de carga, equipamentos de comunicação, atendimento emergencial e suporte logístico.
A operação prevê atuação em ambiente de risco, com possibilidade de réplicas, instabilidade estrutural, dificuldade de acesso, interrupção de serviços essenciais e necessidade de operação prolongada. Por isso, o planejamento inclui autonomia operacional e logística durante o período de empenho.
Além das ações de busca e salvamento, os militares poderão contribuir com avaliação de danos, planejamento operacional, georreferenciamento, apoio à coordenação de equipes, organização de áreas de trabalho, suporte à população afetada e integração com equipes locais e internacionais.









