Delegacia Virtual da PCMG tem mais de 1,5 milhão de registros em sete anos

Polícia estima economia de R$ 70 milhões na digitalização do atendimento desde 2014, quando o programa foi instalado


Por Tribuna

30/04/2021 às 11h49

Desde 2014, a Delegacia Virtual da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) registrou mais de um milhão e 500 mil de ocorrências de forma virtual. O número foi passado pela Polícia em coletiva nesta sexta-feira (30), que também estimou economia de R$ 70 milhões com a digitalização dos atendimentos nos sete anos do programa.

A Delegacia Virtual foi inaugurada em 2014 para o registro de ocorrências não criminais, como: extravio de objetos e documentos, acidentes de trânsito sem vítimas e pessoas desaparecidas. Em meados de 2019, o atendimento foi ampliado para registro de furtos e, em meio à pandemia, foram adicionadas ameaça, lesão corporal, vias de fato e descumprimento de medidas protetivas.

O serviço, de acordo com a Polícia Civil, tem o intuito de aproximar a corporação da população mineira e facilitar o registro de ocorrências, o que, por sua vez, diminui a subnotificação. “Existem dois pontos muito interessantes nesse sistema: o primeiro deles é a facilidade que a população têm para registrar, tanto pelo celular quanto pelo computador; e a segunda grande vantagem é a perda da inibição de ir até a delegacia. Muitos momentos em que a pessoa tenha receio de ir à delegacia para fazer alguma denúncia”, enumera o coordenador de Operações da PCMG, Álvaro Homero Huertas dos Santos.

A economia de R$ 70 milhões foi revelada pelo coordenador de Sistemas da PCMG, Breno Carvalho. De acordo com ele, uma auditoria realizada em meados de 2014 estimou o custo de cada registro de ocorrência em R$ 40, divididos entre a Polícia e o indivíduo que faz a denúncia. “É um viés que temos que pensar, tendo em vista a crise financeira e outras questões relacionadas com a pandemia”, avalia Carvalho, que também classificou a Delegacia Virtual como uma “ferramenta que afastou barreiras”.

Por fim, a delegada da Unidade Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), Luisa Drumond, destacou a importância da digitalização dos atendimentos na prevenção à violência contra a mulher. “Principalmente na fase de pandemia, quando a recomendação é que as pessoas fiquem em casa, proporcionar esse canal para que a vítima possa denunciar sem se deslocar até a delegacia é fundamental para que ela sinta o amparo estatal”, afirma.