El Niño pode aumentar casos de dengue em Minas Gerais, alerta Secretaria de Saúde
Estado registrou 48.403 casos de dengue e 52 mortes em 2026; uso de drones integra estratégias para o próximo período de chuvas

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Adicionar Tribuna de MinasMinas Gerais está intensificando as ações de prevenção e combate à dengue, chikungunya e zika antes do próximo período sazonal das arboviroses. Entre as estratégias anunciadas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) estão o uso de drones para identificar focos do mosquito Aedes aegypti, a capacitação de profissionais de saúde e o fortalecimento da vigilância epidemiológica. Desde 2023, o Governo de Minas investiu aproximadamente R$ 300 milhões no enfrentamento dessas doenças.
As medidas foram apresentadas pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Segundo o gestor, a expectativa é de aumento dos casos de arboviroses devido às condições climáticas previstas para os próximos meses, especialmente em razão do fenômeno El Niño.
“Com o El Niño, esperamos um aumento no número de casos, devido às chuvas e calor intenso e já estamos preparando os municípios para reforçar a prevenção e manejo clínico dos pacientes”, destacou Baccheretti.
Entre janeiro e outubro de 2026, Minas Gerais registrou 48.403 casos confirmados de dengue e 52 mortes pela doença. No mesmo período, foram contabilizados 15.384 casos de chikungunya, com seis óbitos, e 13 casos de zika, sem registro de mortes.
Minas prepara municípios para aumento dos casos de dengue
Uma das principais ações da SES-MG é fortalecer a vigilância epidemiológica antes do período de maior incidência de chuvas, quando as condições de temperatura e umidade favorecem a reprodução do mosquito transmissor das arboviroses.
De acordo com Baccheretti, a preparação dos profissionais de saúde e o atendimento adequado aos pacientes são fundamentais para evitar agravamentos. O secretário destacou que grande parte das mortes por dengue e chikungunya pode ser evitada com diagnóstico, acompanhamento clínico e hidratação realizados no momento adequado.
“Em 2026, comemoramos o menor índice de letalidade por dengue dos últimos três anos, fruto das ações de prevenção, monitoramento e preparação dos profissionais de todos os municípios”, complementou.
Os cerca de R$ 300 milhões investidos pelo Governo de Minas desde 2023 contemplam ações de vigilância, monitoramento, compra de medicamentos e insumos, controle do mosquito, apoio às prefeituras e ampliação da capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Vacinação contra a dengue em Minas Gerais
A vacinação também integra as estratégias de enfrentamento da dengue no estado. Conforme dados do Painel do Ministério da Saúde, foram aplicadas 441.433 doses da vacina contra a doença em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em Minas Gerais durante 2025.
De janeiro a outubro de 2026, o estado registrou 612.997 doses aplicadas no público elegível, segundo os dados apresentados pela SES-MG.
Durante a coletiva, Baccheretti também comentou a expectativa em relação à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e à possibilidade de ampliação da imunização.
“Temos a expectativa positiva de conclusão do estudo sobre a vacina produzida pelo Instituto Butantan. Assim que for possível, vamos agilizar a vacinação para a população”, reforçou Fábio Baccheretti.
Drones identificam possíveis criadouros do mosquito
Outra medida adotada pelo Governo de Minas é a Política VigiDrones, que utiliza equipamentos de monitoramento aéreo para localizar e mapear possíveis criadouros do Aedes aegypti, inclusive em áreas de difícil acesso.
A iniciativa recebeu investimentos de aproximadamente R$ 30,5 milhões para a contratação de serviços de geomonitoramento por drones. Os equipamentos permitem identificar locais com potencial para a proliferação do mosquito, contribuindo para o planejamento das ações das equipes de saúde.
“Desde 2024, temos drones mapeando todo o nosso estado como estratégia para nortear o trabalho dos agentes comunitários”.
Segundo o secretário, os equipamentos também podem atuar diretamente no controle de focos identificados durante o monitoramento.
“Os drones conseguem identificar caixas d’água destampadas, lotes vagos com entulhos e possíveis focos, além de colocar o larvicida em locais que o agente comunitário não consegue acessar”, pontuou o secretário.
Com a conclusão do segundo ciclo de monitoramento, em maio de 2026, a iniciativa havia mapeado 497 mil hectares de áreas urbanas e identificado mais de 330 mil pontos de interesse para as ações de controle do mosquito.
A expectativa da SES-MG é que o uso dessas tecnologias, associado à preparação dos municípios e ao acompanhamento epidemiológico, contribua para reduzir os casos graves e as mortes durante o próximo período sazonal das arboviroses.









