Ministério Público firma acordo para reabrir cachoeira mais alta de Minas Gerais
Reabertura depende do cumprimento de medidas de segurança e estudos técnicos

Veja mais da Tribuna no Google
Adicione a Tribuna de Minas como fonte preferencial para ver mais do nosso conteúdo na Pesquisa Google.
Adicionar Tribuna de MinasO Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município de Conceição do Mato Dentro para viabilizar a reabertura da Cachoeira do Tabuleiro, considerada a mais alta de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil. O acordo foi celebrado por meio da Promotoria de Justiça local e estabelece uma série de medidas voltadas à prevenção de acidentes, à gestão permanente de riscos e ao incentivo ao turismo responsável.

Assinado na sexta-feira (19), o TAC prevê a implementação, execução e manutenção de ações de monitoramento e controle dos riscos geológicos, hidrológicos, estruturais, ambientais e de segurança associados à cachoeira. O objetivo é garantir a proteção dos visitantes e preservar os atributos naturais do atrativo, localizado em Conceição do Mato Dentro.
A Cachoeira do Tabuleiro está inserida em duas unidades de conservação de proteção integral — o Parque Natural Municipal do Tabuleiro e o Parque Estadual da Serra do Intendente — além de integrar a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RBSE), reconhecida pela Unesco. Desde 25 de junho de 2021, o acesso ao poço principal está fechado, assim como a área em um raio de 500 metros, após o desprendimento de um fragmento rochoso do paredão, o que levou ao fechamento emergencial do parque.
Análises técnicas posteriores, realizadas por empresas contratadas pelo município e pelo Corpo de Bombeiros em 2022 e 2023, resultaram na manutenção da proibição de acesso ao local. O TAC foi proposto após a Promotoria de Justiça receber denúncia anônima e constatar que a prefeitura realizava licitação para o desmonte do remanescente da rocha que caiu em 2021, com o objetivo de reabrir o atrativo, sem prever a adoção de todas as medidas de segurança indicadas nos laudos técnicos.
Entre as obrigações pactuadas estão o desmonte do maciço rochoso remanescente, a realização de monitoramento geológico-estrutural e a elaboração de estudos técnicos prévios. Esses estudos devem englobar diagnóstico geológico-estrutural, avaliação hidrológica, levantamento por drone e demais análises necessárias para definir as condições de segurança antes do início das atividades de desmonte. O acordo também prevê levantamento hidrológico prévio e veda o uso de explosivos em qualquer fase da intervenção.
Após o desmonte, no prazo de até 12 meses, o município deverá instalar uma estação sísmica, com monitoramento contínuo e avaliação de eventuais impactos e riscos aos visitantes. Também está prevista a implantação de estação meteorológica e pluviométrica, além do monitoramento permanente de pontos críticos ao longo do maciço rochoso.
O TAC determina ainda a ampliação e padronização da sinalização informativa e de advertência, a definição e demarcação de rotas de fuga e áreas seguras, o controle dos pontos de acesso e da circulação de visitantes, bem como a instalação de linhas de vida e outros dispositivos de proteção individual e coletiva considerados necessários.
De forma acessória, o município assume a obrigação de adequar o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal do Tabuleiro às medidas estabelecidas no acordo. A reabertura do atrativo natural, incluindo o poço principal e as áreas atualmente interditadas, somente poderá ocorrer após a implementação integral das ações pactuadas e a certificação da existência de condições favoráveis à retomada do acesso, que deverá ser encaminhada ao Ministério Público.
*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
Resumo desta notícia gerado por IA
- MPMG firmou um TAC com o município de Conceição do Mato Dentro para viabilizar a reabertura da Cachoeira do Tabuleiro.
- O acordo prevê medidas de monitoramento e gestão de riscos geológicos, ambientais e de segurança.
- O acesso ao poço principal está fechado desde 2021 após desprendimento de fragmento rochoso.
- A reabertura só poderá ocorrer após a implementação integral das ações e certificação das condições de segurança.









