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Falta de medicamentos para intubação de pacientes preocupa Governo de Minas

“Nós estamos correndo o risco de pacientes intubados acordarem porque faltou sedativos”, disse Zema em entrevista na manhã desta quinta (8)


Por Tribuna

08/04/2021 às 12h35

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8), o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), demonstrou preocupação quanto à disponibilidade dos insumos para intubação no estado, especialmente dos sedativos. De acordo com ele, devido a uma requisição administrativa do Ministério da Saúde junto à indústria, tem ocorrido dificuldade para o Governo estadual em adquirir esses medicamentos, além de um atraso na distribuição dos mesmos pelo Ministério da Saúde.

Em Juiz de Fora, a Tribuna está verificando o cenário com as redes privada e pública de saúde e aguarda retorno.

Conforme apontado por Zema, anteriormente os hospitais trabalhavam com um estoque de sedativos de até dois meses, entretanto, atualmente, esse estoque chega a ser de poucos dias. “Nos preocupa a falta de sedativos. Nós estamos correndo o risco de pacientes intubados acordarem porque faltou sedativos.”

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A dificuldade em conseguir os medicamentos ocorre devido a uma requisição administrativa desses insumos por parte do Governo federal junto à indústria. “Até há pouco tempo, cada unidade fazia seu pedido diretamente à indústria. Mas O Ministério da Saúde passou a ter acesso a toda essa produção e não tem conseguido distribuir na velocidade adequada. Temos tentado importar, mas é um insumo que está em falta. Hoje, a situação é crítica e amanhã nós podemos ter notícias desagradáveis com relação a isso, caso o fornecimento não seja regularizado”, explica o governador de Minas.

Quanto ao fornecimento de oxigênio, Zema explicou que este problema foi solucionado recentemente com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que doou cerca de 2 mil cilindros de oxigênio, bem como cem respiradores para abertura de novos leitos no estado.

A Tribuna solicitou um posicionamento do Ministério da Saúde quanto a questões apontadas pelo Estado e aguarda retorno.

Remanejamento de estoque

Como apontado por Zema e pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o Governo de Minas tem trabalhado com um remanejamento de estoque quando há possibilidade de falta de insumos. No caso, se uma unidade de saúde possui os medicamentos por até sete dias, ela transfere parte para outra que possui apenas para um dia. “Temos uma rede solidária, que foi ampliada para os hospitais privados. Nós temos um número de leitos e fazemos um cálculo com a necessidade. Nós vamos garantindo, conforme a chegada de medicamentos do Governo federal, um estoque de três dias. Isso é uma função do hospital comprar, mas quando as empresas não conseguem fornecer – porque o Governo federal fez uma requisição administrativa -, isso fica dependendo do Governo federal”, explica Baccheretti.

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