MPF pede bloqueio de R$ 200 milhões da Vale e quer impedir venda de direitos da Mina de Viga
Ação cita transbordamento de água e sedimentos em Congonhas e aponta falhas em estruturas de controle de fluxo
O Ministério Público Federal entrou com uma segunda ação cautelar contra a Vale e pediu um novo bloqueio de R$ 200 milhões. O órgão também solicita a suspensão da venda ou transferência dos direitos minerários da Mina de Viga, em Congonhas – a 182,6 quilômetros de Juiz de Fora.
Segundo a ação, o pedido foi motivado por um transbordamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água que alimentam o Rio Paraopeba. De acordo com o MPF, o episódio provocou assoreamento de córregos e danos à vegetação.
Ainda conforme o MPF, vistorias técnicas indicaram que o problema ocorreu em estruturas chamadas sumps, que funcionam como reservatórios para controlar o fluxo de água. Após chuvas intensas, dois desses tanques transbordaram e desencadearam um processo erosivo em cascata.
Para o órgão, o caso sugere que as estruturas não tinham sistemas de drenagem adequados para situações de chuva forte.
O MPF também aponta que o vazamento na Mina de Viga ocorreu menos de 24 horas após um incidente semelhante na Mina de Fábrica, também sob responsabilidade da Vale. Sobre esse outro episódio, o órgão ajuizou uma ação em 30 de janeiro, com pedido de bloqueio cautelar de R$ 1 bilhão.
Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
Resumo desta notícia gerado por IA
- O MPF apresentou uma segunda ação cautelar contra a Vale e pediu bloqueio de R$ 200 milhões, além de suspender a venda ou transferência de direitos minerários da Mina de Viga, em Congonhas.
- O órgão afirma que houve transbordamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água que alimentam o Rio Paraopeba, com assoreamento e danos à vegetação.
- Vistorias indicaram que o incidente ocorreu em sumps, reservatórios usados para controlar o fluxo de água, que teriam transbordado após chuvas intensas.
- O MPF cita que o vazamento ocorreu menos de 24 horas após caso similar na Mina de Fábrica, para o qual já havia pedido bloqueio cautelar de R$ 1 bilhão.