MPF pede bloqueio de R$ 200 milhões da Vale e quer impedir venda de direitos da Mina de Viga

Ação cita transbordamento de água e sedimentos em Congonhas e aponta falhas em estruturas de controle de fluxo


Por Estadão Conteúdo

04/02/2026 às 11h42

O Ministério Público Federal entrou com uma segunda ação cautelar contra a Vale e pediu um novo bloqueio de R$ 200 milhões. O órgão também solicita a suspensão da venda ou transferência dos direitos minerários da Mina de Viga, em Congonhas – a 182,6 quilômetros de Juiz de Fora.

Segundo a ação, o pedido foi motivado por um transbordamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água que alimentam o Rio Paraopeba. De acordo com o MPF, o episódio provocou assoreamento de córregos e danos à vegetação.

Ainda conforme o MPF, vistorias técnicas indicaram que o problema ocorreu em estruturas chamadas sumps, que funcionam como reservatórios para controlar o fluxo de água. Após chuvas intensas, dois desses tanques transbordaram e desencadearam um processo erosivo em cascata.

Para o órgão, o caso sugere que as estruturas não tinham sistemas de drenagem adequados para situações de chuva forte.

O MPF também aponta que o vazamento na Mina de Viga ocorreu menos de 24 horas após um incidente semelhante na Mina de Fábrica, também sob responsabilidade da Vale. Sobre esse outro episódio, o órgão ajuizou uma ação em 30 de janeiro, com pedido de bloqueio cautelar de R$ 1 bilhão.

Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

Resumo desta notícia gerado por IA

  • O MPF apresentou uma segunda ação cautelar contra a Vale e pediu bloqueio de R$ 200 milhões, além de suspender a venda ou transferência de direitos minerários da Mina de Viga, em Congonhas.
  • O órgão afirma que houve transbordamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água que alimentam o Rio Paraopeba, com assoreamento e danos à vegetação.
  • Vistorias indicaram que o incidente ocorreu em sumps, reservatórios usados para controlar o fluxo de água, que teriam transbordado após chuvas intensas.
  • O MPF cita que o vazamento ocorreu menos de 24 horas após caso similar na Mina de Fábrica, para o qual já havia pedido bloqueio cautelar de R$ 1 bilhão.

 

 

Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.