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Fabiana compete no Cerrado


Por Tribuna

31/08/2013 às 07h00

A atleta juiz-forana Fabiana Duarte (KTM Bike/Stúdio F3G) está em Brasília, onde encara um desafio de esportes variados em contato direto com as paisagens do Cerrado. Ela participa hoje, a partir das 7h30, da Brasília Multisport (BMS). A prova será realizada no Parque Dom Bosco, na região conhecida como Ermida, e a local está na categoria elite feminina solo da maior distância do evento, com 77km de percurso, divididos em 3km de trail run – a corrida em meio à trilha e vegetação típicas do Planalto Central -, 15km de remo em caiaque individual, outros 15km de trail run, 36km de mountain bike e mais 8km de caiaque.

Experiente em corridas de aventura, Fabiana já participou de duas provas de multisport em sua carreira: em 2010, disputou a Multisport Brasil, na qual foi a segunda colocada na elite feminina; e este ano, correu a Brou Multsport, em Itabirito, em parceria com a belorizontina Bárbara Lapertosa, conquistando a segunda colocação geral nas duplas, incluindo times masculinos e femininos.

Usando as últimas competições como referência, a local planejou sua BMS. Minha estratégia será superar as montanhas e a água, pois estou segura de que possuo treinamento adequado e domínio das modalidades da disputa. A velocidade será importante, mas a estratégia será fundamental, acredita a juiz-forana, que já sabe quem são as oponentes a serem superadas. Minhas principais adversárias serão as atletas brasilienses Camila Nicolau, atual campeã da prova e quinto lugar no último Mundial, na Nova Zelândia, e Bárbara Bonfim, tricampeã do Ecomotion PRO (a maior corrida de aventura do Brasil), completa.

História

Segundo Fabiana, a modalidade de prova que irá disputar neste sábado é uma espécie de concorrente neozelandesa do mais famoso triathlon do mundo. O multisport nasceu na Nova Zelândia, no final da década de 1970, quase ao mesmo tempo em que nascia nos Estado Unidos o Ironman. No início, as provas reuniam esportes ligados às montanhas geladas daquele país. Os atletas eram levados de helicóptero ao topo de alguma montanha e de lá desciam esquiando até onde era possível. Daí, deixavam os esquis e iam correndo montanha abaixo até encontrar um rio onde iniciava-se a canoagem. Ao final da remada, os atletas pegavam as bikes e retornavam até a base da montanha para a linha de chegada. Esse modelo de prova era chamado de ‘alpine ironman’, uma espécie de resposta neozelandesa aos triathlons que cresciam na América. Com o tempo, a parte inicial de esqui foi suprimida das provas e ficaram apenas a corrida off road, a canoagem e o ciclismo, conta.