Desafio no cerrado
De volta ao cerrado, o Tupi tem novo desafio hoje, às 17h, no coração do Brasil. O Carijó enfrenta o Gama, no estádio Bezerrão, no Distrito Federal, de olho em manter o bom desempenho da estreia no grupo A5 da Série D do Campeonato Brasileiro – vitória, por 3 a 1, fora de casa contra o Itumbiara, em Goiás – e procurando corrigir o que fez de errado na segunda rodada – empate em 0 a 0 com o Tocantinópolis, em Juiz de Fora.
Para o treinador carijó, Ricardo Drubscky, sua equipe não fez dois jogos tão diferentes. Fizemos dois bons jogos. O que não conseguimos em Juiz de Fora foi marcar os gols. Se você olhar por esse aspecto, é isso que precisamos melhorar. Mas nosso time vai sempre tentar atuar assim, com o controle do jogo, como foram os dois primeiros confrontos. Sabemos que é difícil, mas buscaremos isso a todo momento, para, a partir dessa situação, criarmos determinadas jogadas, explicou.
A busca do Tupi pela vitória hoje tem uma razão especial: a garantia da ponta do grupo A5 até o time juiz-forano, que folga na quarta rodada, voltar a atuar, no dia 13 de agosto. Se vencer, independentemente do resultado de Anapolina x Itumbiara, no dia 7 de agosto, o Carijó pelo menos divide a liderança com o time de Goiás.
Volta esperada
Assim, Drubscky precisa contar com todas as armas possíveis para buscar os 3 pontos na casa do adversário. E a semana garantiu um reforço há muito esperado pela torcida local. O atacante Ademilson se recuperou de uma lesão na coxa direita que o tirou dos dois primeiros jogos do time nas duas primeiras rodadas da Quarta Divisão. Assim, o ídolo da torcida local vai para o jogo.
Ansioso por fazer sua estreia na competição nacional, Ademilson não acredita que o time tenha que mudar muito para conseguir ter o mesmo desempenho e resultado no primeiro jogo. Estou com muita saudade de jogar. Agora, é entrar em campo e dar o máximo. Para vencer fora, acredito que temos que manter o que viemos fazendo. Treinamos forte para jogar forte e é assim que pretendemos conquistar os resultados positivos, tanto dentro como fora de casa, diz.
Para Drubscky, o xodó dos juiz-foranos pode dar o toque de experiência que a equipe precisa para que a bola volte a entrar. O Ademilson é um jogador muito importante, dentro e fora de campo. Nossa maneira de jogar se consolida ainda mais com ele em campo. Quanto mais jogadores de experiência tivermos, mais nos fortalecemos. É um atacante que pode nos dar a calma e o tempo de finalização necessários para conseguirmos marcar os gols, prevê.
Tecnologia a favor da recuperação
Para colocar o atacante Ademilson em campo, o departamento médico do Tupi trabalhou intensamente nas últimas duas semanas. Além de exames, testes e tratamento, o jogador contou e vai contar durante o jogo contra o Gama com uma das técnicas mais avançadas de recuperação de atletas: a kinesio tape (fita cinética em uma tradução livre).
Criado no final da década de 1970 pelo quiropraxista japonês Kenzo Kase, o método foi bastante difundido durante as Olimpíadas de Pequim, em 2008, e também foi amplamente usado na Copa do Mundo da África do Sul, no ano passado. Ele consiste em corrigir o movimento, aliviar a dor ou drenar um edema através de uma fita elástica própria para esse propósito. Eu avalio a região afetada, corto a fita de acordo com o objetivo e ajusto a tensão da mesma para que ela cumpra sua função, explica o fisioterapeuta do Tupi, Guilherme Mendonça, que trouxe a técnica para Juiz de Fora e, desde agosto de 2010, a utiliza nos atletas do Carijó. Ela pode ser usada por qualquer um no processo de recuperação, desde que colocada por um profissional habilitado, e dura até três dias. Depois, perde sua eficácia, completa.
No caso específico de Ademilson, duas fitas estão sendo utilizadas na perna direita para permitir que ele jogue hoje sem muitos riscos.
O atacante – que não é o único a usar a fita entre os titulares, já que o goleiro Rodrigo, o zagueiro Silvio e o volante Assis também lançam mão do expediente – aprova a técnica. Não é invencionice não, funciona mesmo. Sinto que ajuda na movimentação da coxa e estabiliza a patela. Além do mais, não incomoda ou limita meus movimentos. Estou satisfeito com os resultados, diz Ademilson.








