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JF no Sul-Americano de Jiu-Jítsu Olímpico


Por Tribuna

30/04/2011 às 07h00

Um lutador juiz-forano está em terra argentinas para defender seu título continental a partir de hoje. Às 9h, o local Antônio Inácio (Trigovita/Autoescola Andorinha), 30 anos, vai ao tatame para a disputa da edição 2011 do Campeonato Sul-Americano de Jiu-Jítsu Olímpico – divisão da arte marcial japonesa organizada por um grupo de atletas e dirigentes que tenta incluir a modalidade nas Olimpíadas e, por isso, tem regras um pouco diferentes da forma tradicional.

Em 2010, o lutador juiz-forano, que representa a academia carioca Gracie Humaitá – uma das mais respeitadas do jiu-jítsu nacional -, também esteve em Buenos Aires. Então desconhecido dos adversários, o local não se intimidou com a competição internacional e venceu a categoria peso médio da faixa preta.

Desta vez, o atleta de Juiz de Fora sabe que as atenções estarão voltadas para ele e de onde vêm os principais adversários. Agora, como atual campeão, a tendência é os outros ficarem mais atentos a mim. Os brasileiros são sempre os mais perigosos, sempre favoritos, mas os argentinos têm mandado muita gente para fora e conseguido evoluir muito. Os uruguaios e chilenos também. Então, não vai ser fácil. Mas, estou tranquilo e vou em busca do bi, garante Inácio.

Embalado

O lutador entra no Sul-Americano motivado por uma conquista de duas semanas atrás. No último dia 17, ele se tornou campeão brasileiro de jiu-jítsu olímpico. Mais um motivo para o atleta saber que está no caminho certo na busca do bi continental. Depois de vencer o Campeonato Brasileiro, estou muito confiante. Sinal de que meus treinamentos e o tanto que venho me dedicando está dando frutos, avalia o lutador.

Nem as dificuldades na busca de patrocínios – Inácio só conseguiu confirmar presença na competição de hoje na última segunda-feira e não conseguiu arrecadar todo o montante que pretendia para a viagem, apesar de ter recebido apoio no traslado do Conselho Municipal de Desportos – devem atrapalhar o atual campeão. Vou contar cada centavo e ficar no limite. Isso não vai me atrapalhar. Quero mesmo é subir no tatame e lutar. Essas dificuldades, na hora da luta, acabam virando motivação para vencer, diz Inácio.