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Os pés pelas mãos


Por RENATO SALLES

27/09/2013 às 07h00

Justo, não foi

Enfim, o duelo entre Tupi e Aparecidense, iniciado no dia 7 de setembro, chegou ao fim. O grito da independência carijó foi dado ontem, em uma sala burocrata do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva. Lá no tal STJD. Após 180 minutos de futebol, duas sessões no tapetão e quase 20 dias de agonia, o clube goiano foi eliminado da Série D. O Tupi irá pegar o Mixto no início de outubro, em dois confrontos que, espero, devem ser marcados por emoções restritas ao campo de jogo. Prevaleceu o bom senso nos dois julgamentos. É até contraditório dizer que é algo a se comemorar, mas já que acontece tão pouco, hora de acender velas a Santa Terezinha. Viva!

Só discordo de muitos companheiros que afirmam que a justiça foi feita. Não foi. No máximo, os magistrados foram capazes de reparar um prejuízo ainda maior ao Tupi e ao futebol brasileiro. Independente da decisão do tapetão, justo mesmo seria que a repentina explosão dos carijós se materializasse nas arquibancadas do Municipal nos minutos finais daquele jogo que não terminou. Justo seria que o Tupi escrevesse em sua história mais uma página narrando uma virada histórica. Como aquela contra o Volta Redonda, em 2011, que garantiu o embalo para o título de campeão da Série D naquela ocasião. Justo seria que Ademilson tivesse mais um dia de herói e outro gol computado na tábua dos artilheiros. Justo seria que eu voltasse para a casa, naquele fatídico sábado, rouco e feliz. Até agradeço ao STJD. Não por ter feito justiça, mas por ter feito o mínimo que se esperava.