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Parreira afirma que região ainda não está pronta


Por Wallace Mattos

27/09/2012 às 20h58

Carlos Alberto Parreira, disse que há potencial na região, mas é preciso uma série de melhorias

Carlos Alberto Parreira, disse que há potencial na região, mas é preciso uma série de melhorias

Juiz de Fora pode estar na rota da Copa de 2014, mas tem preparação importante para fazer em pouco mais de um ano para garantir que o evento passe mesmo por ela. Nesta quinta-feira (27), depois de percorrer os locais listados para hospedagem e treino pela candidatura conjunta da cidade com Matias Barbosa para ser Centro de Treinamento de Seleção (CTS), o consultor da Secretaria Especial para a Copa do Mundo de 2014 de Minas Gerais (Secopa-MG), Carlos Alberto Parreira, disse que há potencial na região, mas é preciso uma série de melhorias nas infraestruturas básicas.

"O potencial está aqui. Temos que melhorar o gramado, os vestiários, o acesso para chegar ao estádio e, evidentemente, melhorar o local onde a Seleção vai ficar abrigada. As escolhas de seleções se baseiam em segurança, conforto e privacidade. Isso pudemos encontrar no haras (Village Haras Morena, em Matias Barbosa). Ele não está pronto hoje para receber uma Seleção. Tem também que oferecer um campo em excelentes condições, um estádio em excelentes condições e vestiários em excelentes condições. Então não estamos preparados", disse Parreira, em entrevista coletiva no Estádio Municipal, acompanhado do titular da Secopa-MG, Fuad Noman, do prefeito Custódio Mattos, e do secretário de Esporte e Lazer, Renato Miranda. Antes, o consultor havia estado no Village Haras Morena, onde percorreu de carro o local, ao lado do diretor-superintendente do resort, José Luiz Motta Magalhães, e também se encontrou com o prefeito de Matias, Luiz Carlos Marques.

De acordo com o treinador, o prazo para as construções, reformas e melhorias estarem prontas é o fim do ano que vem. "É importante que, até o sorteio, esteja tudo pronto. Essas definições começam a ser feitas após o sorteio, sempre foi assim. Então, quem vier aqui não vai querer ver uma coisa prometida, quer ver pronto. E isso – é um termo que eu uso – é estar em condições de seduzir. Amor à primeira vista. Chegou, gostou."

Segundo Parreira, a cidade tem alguns trunfos e também tem que se preparar para além do foco no futebol. "O localização geográfica de Juiz de Fora, vai jogar a favor. Mas a cidade também precisa se preparar, investindo em shows, atrações turísticas, comércio, hotéis e facilidades. Ninguém vem só para acompanhar os treinos. Uma seleção treina uma, no máximo duas vezes por dia. E o resto do tempo, o que todas as pessoas que acompanham a equipe, como turistas e imprensa, vão fazer? Tem que ter alguma atividade cultural, comércio, artesanato", aconselha Parreira que, após deixar o Estádio Municipal, conheceu também as instalações da Faculdade de Educação Física da UFJF, listada como estrutura de apoio na candidatura.