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“Tudo por amor ao esporte”: juiz-forano participa de liga de vôlei no Rio

Vinícius Ribeiro concilia trabalho, treinos e cuidados sanitários para se manter em atividade durante a pandemia


Por Gabriel Silva, estagiário sob a supervisão do editor Bruno Kaehler

27/04/2021 às 19h07- Atualizada 27/04/2021 às 19h43

A rotina do atleta amador Vinícius Ribeiro era bem definida até março de 2020: a atenção na vida profissional, como empresário, era dividida com a prática do vôlei, presente no cotidiano do jogador. Com o início da pandemia de coronavírus e o fechamento dos ginásios, no entanto, a atividade esportiva ficou limitada. Pouco mais de um ano depois da Covid-19 chegar ao Brasil, o juiz-forano adapta a rotina para conciliar trabalho, treinamentos e cuidados sanitários para manter a vida esportiva e, agora, se preparando para atuar na Liga de Voleibol do Estado do Rio de Janeiro (Liverj).

A Liverj é a principal liga de vôlei amador do Rio de Janeiro, congregando, neste ano, 48 equipes organizadas em três diferentes divisões na competição masculina, além de outros 32 times na feminina.

A Liga já é tradicional no calendário esportivo carioca, e retorna neste ano após paralisar em 2020 por conta da pandemia. Em 2019, quando foi realizada a última edição do torneio, Juiz de Fora foi representada pelo Vôlei Barata, que tinha no esquadrão o próprio Vinícius e, naquele ano, foi vice-campeão da Liga C.

“Devido à pandemia, (o Barata) está fechado. Então, neste ano, não ia entrar (na Liverj) porque não tem a possibilidade de treinos em Juiz de Fora”, explica o atleta. “Livre” para reforçar qualquer uma das equipes da Liverj, surgiu o convite do Casa dos Açores Voleibol, time da região da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ). “Os donos são amigos pessoais meus, ficaram sabendo que eu não iria participar e fizeram convite para eu jogar com eles”, complementa Vinícius.

Tradicionalmente, a Liga ocupa o calendário de todo o ano. Com a pandemia, os jogos da competição masculina começaram no último domingo (25), com término previsto em dezembro. Já os do torneio feminino iniciaram uma semana antes, com o encerramento também esperado para o final do ano. O atleta juiz-forano disputa a Liga B e venceu as duas primeiras partidas, no domingo, contra o Aliados e contra a Equipe Jenkins Vôlei (EJV).

esporte volei
Time do camisa 4 Vinícius, Casa dos Açores Voleibol, venceu seus dois primeiros jogos no último domingo (Foto: Divulgação)

Se preservando

Durante os últimos três meses, Vinícius tem adotado uma rotina de preparação física para conseguir se manter em forma visando o campeonato. Durante os períodos de fechamento das academias em Juiz de Fora, com a faixa roxa do programa “Juiz de Fora pela Vida”, os exercícios físicos exigem disciplina do atleta, sempre conciliando com a atividade profissional.

O jogador também viaja, ao menos uma vez ao mês, para o Rio de Janeiro para treinar com os companheiros de equipe. “Vou de ônibus, mas é limitado a uma pessoa a cada dois bancos. É respeitado o distanciamento, o que dá um pouco mais de segurança. Sempre utilizo álcool gel”, conta.

Os treinamentos também respeitam o regramento sanitário, diminuindo o risco de contágio entre os 12 jogadores que compõem o elenco do Casa dos Açores. “Manter a segurança de toda equipe frente a uma pandemia será sempre complicado, pois não existem garantias de plena segurança. Porém, realizamos as medidas protetivas necessárias para segurança de todos os envolvidos em dias de treinamento e jogos”, pontua Bruno Corrêa de Souza, coordenador e técnico do Casa dos Açores.

Apesar do risco e o desgaste aumentado na rotina de treinamentos por conta da pandemia, o prazer em jogar vôlei faz tudo valer a pena, segundo Vinícius. “É tudo por amor ao esporte. Eu não recebo nada por isso, tenho só ajuda de custo. Mas é por amor, por gostar de vôlei e não querer ficar parado”.