Em estado de alerta

Goiano tem feito apenas atividades leves
Começou com apreensão a semana de estreia do Tupi no Campeonato Mineiro. Depois de se ausentar dos últimos treinos da equipe juiz-forana e ficar de fora também da vitória por 2 a 1 sobre o Bangu, no sábado, no teste final antes do início da competição, o meia Marco Goiano foi submetido ontem a uma ressonância magnética. O exame busca avaliar a existência e extensão de uma possível lesão no joelho esquerdo, onde o atleta reclamou de dores e sentiu seus movimentos limitados.
Segundo a primeira avaliação do chefe do departamento médico do Carijó, José Roberto Maranhas, existe o risco de o time local estrear sem seu camisa 10 na partida contra o Atlético-MG, às 17h, no próximo domingo, no Estádio Independência, em Belo Horizonte. O resultado da ressonância magnética será conhecido hoje pelo clube juiz-forano e, mesmo que não seja constatada nenhuma lesão, Goiano só volta a treinar normalmente com o grupo – ele tem feito apenas trabalhos físicos leves desde a última sexta-feira – caso não esteja sentindo dores e se sinta seguro para as atividades técnico-táticas.
Para o técnico Felipe Surian, a semana servirá para acertar a sintonia fina dos jogadores para o primeiro compromisso oficial da temporada 2015. “Agora é descansar, principalmente, repassar alguns detalhes. Já revi o jogo de sábado e destaquei os pontos a serem melhorados, porque vamos enfrentar um time de maior qualidade. A pré-temporada foi dentro do esperado, houve evolução na equipe e acreditamos que diante do Atlético faremos um bom jogo”, confia.
Preparativos
De olho no atual campeão da Copa do Brasil, Surian já procurou posicionar seus comandados como quer que eles atuem no Independência. Os dois amistosos finais de preparação serviram de ensaio para pegar o time da capital mineira no domingo. “Já venho passando desde a última semana para os atletas como quero o time jogando contra o Atlético. No amistoso contra o Tigres (empatem de 0 a 0, em Xerém) procuramos jogar assim, marcando e explorando os espaços baseados na maneira que o time de Belo Horizonte joga. O adversário atuou de uma maneira diferente, nos adaptamos. Mas contra o Bangu foi mais próximo, porque eles atuam com jogadores pelas pontas, simulou melhor. Durante essa semana, vamos arredondar. Chamo um, dois, depois mais um grupo. Mas gosto também de falar com todos para que, caso precise substituir alguém, quem entrar saiba o que fazer.”
Mas de nada adiantam os ensaios se na hora de a bola rolar para valer o que foi treinado não for a campo. Por isso, Felipe quer que seus atletas soltem seu jogo no domingo. “Ali, valendo 3 pontos, é o que conta. Venho falando com eles que trabalhamos duro esses dias todos para esse momento. É na hora da partida, que terá transmissão da TV, com a torcida contra, na estreia de campeonato, que vamos mostrar nosso trabalho. Não adianta nada se dedicar antes, tentar as jogadas, se na hora que estiver valendo deixarmos de correr, marcar, cortar uma jogada, dar um pique para o ataque, tentar o drible ou a conclusão.”









