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Papo de gandula


Por WALLACE MATTOS

26/07/2011 às 07h00

O ANTIFUTEBOL

Caros e caras, tá certo, também fiquei decepcionado com o empate do Tupi no sábado. Mas, devagar com a caça às bruxas. Se o time tivesse jogado mal, a torcida local poderia se preocupar. Mas, se não fez uma partida primorosa diante do Tocantinópolis, pois não conseguiu ser efetivo e colocar a bola na rede, o time de Ricardo Drubscky mostrou que criação de oportunidades não é o problema. Foram pelo menos seis chances claríssimas de marcar que pararam nas defesas espetaculares do goleiro Santos – é bom reconhecer o mérito do adversário também – ou na falta de sorte dos jogadores que finalizaram.

Mas o que mais me decepcionou não foram as chances perdidas do time da casa, e sim o antifutebol do visitante. Não consigo conceber como uma equipe entra em campo para não jogar daquela maneira. Sim, porque, atuando da forma que atuou, o Tocantinópolis – quando dá muita sorte como deu no último sábado – consegue o empate. E só. Um time que não passou da sua própria intermediária em um lance trabalhado uma vez sequer durante os mais de 90 minutos. Não tinha um contra-ataque articulado ou uma saída rápida para surpreender. Simplesmente não jogou, limitando-se a destruir jogadas do Tupi e fazer cera para o tempo passar. Nem em pelada de casado contra solteiro depois de uma feijoada vi tão pouca vontade de ganhar um jogo.

O pior é que ainda tive que escutar que essa é uma ‘proposta de jogo’. Façam-me o favor. É, no máximo, uma ‘proposta de não-jogo’. Afinal, o objetivo do futebol é fazer gols e vencer, e não destruir o maior número de jogadas do adversário e não tomar gol. Um time reconhecer suas limitações técnicas e armar um sistema bem compacto na marcação para aprontar uma surpresa em um contra-ataque é uma coisa. Mas, quando não há nem isso, ainda com o tempero de vários e vários minutos de cera, aí é mesmo uma equipe tentando assassinar o jogo. O diabo é que eles conseguiram…