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Primeira decisão


Por WALLACE MATTOS

25/09/2011 às 07h00

Iniciando o primeiro mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro, o Tupi encara hoje o Volta Redonda, fora de casa, às 16h. O Carijó enfrenta o Tigre de Aço no Raulino de Oliveira tentando conseguir um resultado que pelo menos lhe permita definir a classificação na partida de volta, prevista para o dia 1º de outubro, em Juiz de Fora.

Para a maioria das pessoas, correr o mais rápido possível é a escolha ao dar de frente com um felino como o mascote do Volta Redonda. E os jogadores do Tupi destacam que a velocidade é mesmo uma grande opção para a partida de hoje, mas não para fugir do Tigre de Aço, e sim para tentar surpreendê-lo em seus próprios domínios.

Contando com o reforço do veloz Allan, o time de Juiz de Fora espera aprontar para cima do Voltaço. "Temos uma equipe que joga com muita rapidez, realmente. Jogadores que trocam passes rápidos e chegam com velocidade ao ataque. Vamos no embalo desse grupo, com qualidade. Isso é bom, porque sabemos que o jogo em Volta Redonda vai ser difícil, eles virão para cima, mas também procuraremos surpreender com velocidade e, quem sabe, voltar de lá com um resultado positivo", espera o atacante e ídolo da torcida de Juiz de Fora, recontratado essa semana pelo clube de Santa Terezinha, no qual teve a primeira oportunidade de jogar profissionalmente, vindo dos campos de várzea, em 2006.

Para o meia Henrique, o time juiz-forano não pode se intimidar por estar jogando na casa do Tigre, e as saídas rápidas são um trunfo precioso, ainda mais com a presença do novo contratado do Carijó. "Eles têm sua qualidade, classificaram-se como nós para as oitavas, mas, não podemos ter medo. Trabalhamos bem durante a semana e temos nossas armas. Sabemos que vamos sofrer pressão, e as saídas em velocidade, principalmente com um jogador muito rápido como o Allan, se tornam importantes", projeta o jogador.

Inteligência

Já o meia Luciano Ratinho acredita que, para não deixar o Tigre fazer estrago no Carijó, a melhor arma é mesmo a inteligência. "Não podemos sair de qualquer maneira para cima do Volta Redonda, porque, senão, deixaremos espaços e sofreremos gols. E sabemos que, em um mata-mata, levar dois ou três logo na primeira partida pode ser fatal. É fazer um jogo de inteligência, bem postados, atentos à marcação e para que não desperdicemos a posse de bola, procurando sair rapidamente para o ataque para surpreender", receita o jogador.

 

Preparado para o caldeirão

No jogo de hoje, o Tupi vai enfrentar não só pressão dentro de campo, mas vinda de fora. A diretoria do Volta Redonda colocou ingressos ao preço promocional de R$ 1, e três empresas locais aderiram a uma campanha de compra de pacotes de entradas. Em teoria, ao todo, já estão garantidas 6.500 pessoas no Raulino de Oliveira nesta tarde, somente através da compra de bilhetes pelos empresários da Cidade do Aço.

Ciente do que vai encarar dentro e fora do gramado, o técnico Ricardo Drubscky já alertou seu grupo. "Sabemos que vamos encontrar um estádio cheio, já que a diretoria deles está fazendo ações para que haja um grande público. Embora isso não ganhe a partida, a energia que passa de fora para dentro do campo é muito importante. Com relação ao time deles, joga junto há muito tempo, tem um grupo muito consistente e jogadores de qualidade e experiência. Mas, nossos atletas estão conscientes do que vai ser a partida e também têm muita qualidade. Confio neles e vamos tentar de todas as formas buscar um bom resultado", acredita Drubscky.

Novo centroavante

Sem poder contar com o experiente Ademilson, Drubscky optou por formar seu ataque com o recém-contratado Allan e um novo centroavante: Jefferson. O jogador, que chegou a ser colocado à disposição para ser negociado antes do início da Série D, agradece a oportunidade em um jogo decisivo. "É desse tipo de pressão que o jogador gosta, de estar em campo em momentos importantes. Graças a Deus tive essa chance. É sinal que o técnico confia no meu trabalho e sabe que pode contar comigo", diz o jogador.

Autor da jogada que deu início ao gol que classificou o Tupi para segunda fase, no último domingo, quando driblou um dos volantes do Itumbiara junto à lateral-esquerda de ataque, Jefferson considera a última partida da primeira fase seu teste de fogo e diz que o torcedor pode esperar mais lances do tipo. "Entrei em um momento de tensão e fui feliz fazendo a jogada e ajudando o time a marcar. Gosto mesmo é de balançar a rede, mas, de vez em quando, a gente tem que dar um drible para facilitar nossa chegada ao gol."