Juiz-forano é vice mundial de Karatê
Desembarcou na madrugada de ontem em Juiz de Fora um dos integrantes da equipe brasileira vice-campeã mundial de karatê. Fernando Macedo, 23 anos, faixa preta do segundo Dan, participou do time nacional que levou a bandeira do país ao segundo degrau mais alto do pódio do kumitê – a luta propriamente dita – do Campeonato Mundial da Japan Karatê Association (JKA), a maior entidade de karatecas do mundo. O torneio foi disputado entre os dias 17 e 20 de agosto, em Pattaya, na Tailândia.
Fernando foi um dos reservas ao lado do capitão da equipe, o paulista Wagner Pereira. O time brasileiro, que tinha como titulares o gaúcho Rafael Moreira, o carioca Jayme Sandall, o paraense Take Machida, o baiano Diego Andrade e o paulista Alison Batista, fez uma bela campanha na competição internacional. Venceu os times da África do Sul, por 4 lutas a 0, da Nova Zelândia, por 4 a 1, e passou pelos Estados Unidos na vantagem de pontos, após o empate de 2 a 2 nos combates. Na semifinal, os brasileiros venceram o Canadá, por 3 a 1, mas, na decisão, o Japão mostrou sua força e fez 5 a 0 no Brasil.
Até ontem, Macedo tentava explicar a sensação da conquista brasileira.É uma emoção indescritível. Um sonho de criança realizado. Esse time é mesmo uma família e, por isso, não há vaidade de um ou outro. Não há reservas nem titulares. Quando competimos, é por esse grupo e pelo Brasil. Essa garra e essa união fizeram a diferença nesse Mundial, acredita.
Agora, o local quer se manter entre os melhores do país enquanto estiver na ativa. Esse foi meu primeiro Mundial. Chegar à Seleção é uma coisa, manter-se é mais difícil. Vou treinar muito para não sair dessa família, deseja.
Além de conseguir o vice no kumitê por equipes, Fernando também comemorou, ao lado de seu mestre, Rousimar Neves, a sétima colocação no katá – no qual os karatecas simulam um combate contra um adversário imaginário – por equipes. O time com os dois juiz-foranos foi completado pelo paraense Chinzô Machida. Ficamos no chamado ‘best eight’, os oito times que fazem a final. Foi a primeira vez na história que o Brasil teve equipes entre os oito melhores tanto no katá como no kumitê, comemora Neves.









